Localizada estrategicamente às margens da rodovia Presidente Dutra, no bairro Vila Esperança, em Itatiaia (RJ), uma construção imponente de cores preta e vermelha tem atraído a atenção de quem trafega entre o Rio de Janeiro e São Paulo. Trata-se daquela que o fundador, Jonathan Oliveira Ribeiro (32), descreve como a primeira igreja luciferiana do Brasil — um complexo religioso que, apesar de pronto, enfrenta um impasse jurídico com a prefeitura local por falta de licenciamento.
O espaço, conhecido regionalmente pelo "Castelo de Quimbanda Canta Galo", divide-se em ambientes para cultos de matriz africana, como Exu e Pomba Gira, e uma área externa dedicada ao luciferianismo. Segundo Ribeiro, o foco dos rituais é o equilíbrio espiritual e a busca pelo conhecimento. O terreno conta ainda com elementos simbólicos, como uma figueira e um santuário animal.
A principal barreira para a abertura oficial é a ausência de alvará de funcionamento. O proprietário alega que tenta regularizar a situação há dez anos, mas esbarra em problemas de escrituração dos três lotes que compõem a área.
Em nota oficial, a Prefeitura de Itatiaia esclareceu que o local não possui cadastro regular por pendências na documentação de propriedade e na regularização do loteamento. A administração municipal reforçou que, de acordo com o Plano Diretor, qualquer templo religioso precisa de aprovação prévia de projeto e autorização de obra, trâmites que não foram identificados no histórico do imóvel.



