O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar na próxima terça-feira (16) a ação penal contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Ele é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de tentar interferir em processos que tramitavam na Corte por meio de articulações com autoridades dos Estados Unidos.
Segundo a acusação, Eduardo teria buscado apoio de integrantes do governo norte-americano para pressionar autoridades brasileiras, defender sanções contra ministros do STF e adotar medidas que pudessem influenciar investigações e julgamentos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O caso será analisado pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, relator da ação, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Os magistrados decidirão se Eduardo Bolsonaro será condenado ou absolvido das acusações.
A denúncia foi aceita pelo Supremo em 2025, quando o ex-parlamentar passou à condição de réu. A PGR pede sua condenação por entender que ele tentou constranger autoridades e interferir no andamento de processos judiciais em curso.
Atualmente, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e é representado no processo pela Defensoria Pública da União (DPU).



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