O senador Rogério Marinho (PL-RN) foi oficializado nesta quarta-feira (4) como candidato do Partido Liberal à presidência do Senado Federal. O anúncio ocorreu após uma reunião de parlamentares da legenda, em Brasília. A eleição para o comando da Casa está prevista para 1º de fevereiro de 2027.
Líder da oposição no Senado, Marinho terá o apoio da bancada do PL, que contará com 29 integrantes na próxima legislatura, além dos três senadores eleitos pelo Novo. O parlamentar afirmou que já reúne mais de 40 votos, mas precisará de pelo menos 41 para vencer a disputa.
A candidatura, no entanto, enfrenta concorrência dentro do próprio campo político. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também manifestou interesse em assumir a presidência da Casa e trabalha para conquistar apoio de outros partidos.
Marinho afirmou que mantém um acordo com a parlamentar para evitar que os dois disputem a eleição um contra o outro. A definição sobre quem permanecerá na corrida deverá ocorrer mais perto da votação, em janeiro. Tereza, porém, mantém sua intenção de concorrer e já declarou que deseja ser a primeira mulher a presidir o Senado.
Outro nome na disputa é o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição e conta com apoio de setores do Centrão e do governo federal.
Pautas da oposição
Durante o lançamento da candidatura, Marinho defendeu que o Senado permita a discussão de propostas de interesse da oposição, entre elas o projeto de anistia aos condenados pela tentativa de golpe de Estado.
“O Congresso Nacional vai nos dar condição de destravar a pauta e vamos permitir que o projeto da anistia seja apreciado”, afirmou.
O senador também defendeu a adoção do voto aberto na eleição para a presidência da Casa, atualmente realizada de forma secreta. Segundo ele, a mudança permitiria que os eleitores acompanhassem o posicionamento dos parlamentares.
Em 2023, Marinho já havia disputado o comando do Senado, mas perdeu para Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Na ocasião, recebeu 32 votos.
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