A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nesta quarta-feira, 27 de maio, uma nova fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema nacional de fraudes em aposentadorias e pensões do INSS. Foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal, em Pernambuco, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal.
As investigações apontam que associações e sindicatos realizavam descontos indevidos diretamente nos contracheques de beneficiários, sem autorização, causando prejuízo estimado em cerca de R$ 6,3 bilhões. Entre os alvos estão entidades como Amar, MasterPrev, AASP e ANDAPP.
Os crimes investigados incluem organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação patrimonial. A primeira fase da operação, deflagrada em abril de 2025, já havia revelado que sindicatos e associações cobravam serviços fictícios, como planos de saúde e assistência jurídica, sem estrutura real para oferecê-los. Muitos aposentados só descobriram os descontos ao consultar seus extratos. Em maio de 2026, a investigação foi transferida para o grupo da PF que apura crimes envolvendo políticos com foro no STF, buscando maior eficiência.
A nova etapa da Operação Sem Desconto reforça o combate a fraudes previdenciárias que afetam diretamente aposentados e pensionistas em todo o país, expondo vulnerabilidades no sistema de controle do INSS e ampliando a pressão por maior fiscalização sobre entidades que atuam junto a beneficiários.




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