A Polícia Federal (PF) abriu apurações sobre possíveis crimes ligados à oferta de transporte público durante o segundo turno das eleições em São Paulo, Bahia, Piauí, Sergipe e Alagoas. Até o momento, o estado de Sergipe é o único com inquérito formalmente instaurado.
Durante coletiva de imprensa realizada neste domingo (25), o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da PF, Denis Cali, informou que equipes colhem depoimentos e realizam diligências. O trabalho ocorre em parceria com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), o Ministério Público Eleitoral e as polícias estaduais para verificar se houve descumprimento de decisões judiciais que determinavam a garantia de frotas mínimas aos eleitores.
Ações na Justiça e transtornos ao eleitor
Relatos de frota reduzida, pontos lotados e longas esperas motivaram diversas ações na Justiça:
São Paulo: A Justiça determinou a circulação de 100% da frota de ônibus municipais após pedido de parlamentares.
Bahia: O TRE da Bahia ordenou a recomposição imediata dos coletivos na capital e decretou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza. Diante dos atrasos, a coligação do PT pediu ao TSE a extensão do horário de votação até as 19h em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.
Sergipe: O TRE-SE determinou a recomposição da frota intermunicipal para assegurar o deslocamento dos votantes.
Bloqueios em rodovias federais
Em relação ao tráfego rodoviário, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) contabilizou 27 interdições em estradas pelo país ao longo do dia — sendo 8 totais e 19 parciais.
Quatro pontos permaneceram bloqueados em decorrência de fortes chuvas, mas o diretor-geral da PRF, Fernando Oliveira, afirmou que desvios foram sinalizados e não há registros de eleitores impedidos de votar por conta dos bloqueios.
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