O preço do querosene de aviação (QAV) vendido pela Petrobras às distribuidoras aumentou 7,2% a partir deste domingo (1º). O reajuste representa acréscimo de R$ 0,45 por litro em relação ao valor praticado em outubro e amplia a pressão sobre os custos das companhias aéreas.
Este é o quarto aumento consecutivo do combustível desde julho, quando a estatal havia reduzido os preços. Em outubro, o QAV já havia registrado alta média de 11,76%.
Segundo a Petrobras, o novo reajuste acompanha a elevação das cotações internacionais do combustível, influenciada pelo agravamento das tensões no Oriente Médio e pela redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia, em consequência da guerra entre os dois países.
A alta representa mais um desafio para o setor aéreo, já que o querosene responde por uma parcela significativa das despesas operacionais das companhias. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), a participação do combustível nos custos passou de aproximadamente 30% para mais de 45% desde o início dos conflitos no Oriente Médio.
O aumento também pode chegar ao consumidor por meio das tarifas. Em outubro, as passagens aéreas tiveram alta de 9,66%, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
A Petrobras informou que os preços do QAV são atualizados mensalmente, conforme uma fórmula prevista em contrato. De acordo com a empresa, o mecanismo reduz o impacto das oscilações internacionais no mercado brasileiro, onde os reajustes ocorrem com menor frequência do que em outros países.
A estatal também afirmou que, desde o início do conflito no Oriente Médio, a variação acumulada dos preços no Brasil foi inferior à registrada nos mercados internacionais. O próximo reajuste está previsto para 1º de dezembro.
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