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Lula confirma que 18 ministros saem do governo para a disputa eleitoral

Lula confirma que 18 ministros saem do governo para a disputa eleitoral

A corrida eleitoral de 2026 provocou uma reestruturação profunda no primeiro escalão do governo federal nesta terça-feira (31/3). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que, dos 37 ministros da atual gestão, pelo menos 18 deixarão suas pastas para concorrer no pleito de outubro. A movimentação atende à Lei da Inelegibilidade, que exige a desincompatibilização de ocupantes de cargos executivos até seis meses antes da votação, prazo que se encerra no próximo dia 4 de abril.

A exigência do afastamento, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), busca evitar o abuso de poder econômico ou político, garantindo que recursos da administração pública não sejam usados em benefício de candidatos. Enquanto ministros, governadores e prefeitos precisam renunciar, parlamentares que buscam a reeleição e o próprio presidente da República podem permanecer em seus mandatos durante a disputa.

Em uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU), publicada após uma reunião de despedida no Planalto, foram oficializadas oito exonerações imediatas. Na maioria dos casos, a estratégia do governo foi a "solução caseira", nomeando os secretários-executivos para assumir o comando das pastas. Na Fazenda, Fernando Haddad deixou o cargo para disputar o governo de São Paulo, sendo substituído por Dario Durigan. Já no Planejamento e Orçamento, Simone Tebet sai para concorrer ao Senado por São Paulo, dando lugar a Bruno Moretti.

Outras mudanças estratégicas envolvem o remanejamento interno de aliados. Carlos Fávaro deixou o Ministério da Agricultura para tentar uma vaga no Senado pelo Mato Grosso, sendo substituído por André de Paula, que ocupava a pasta da Pesca e Aquicultura. No lugar de André de Paula, assume a secretária-executiva Rivetla Edipo Cruz. Também foram oficializadas as saídas de Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Macaé Evaristo (Direitos Humanos), André Fufuca (Esporte), Sônia Guajajara (Povos Indígenas) e Sílvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), todos com foco em cadeiras no Legislativo.

Mudanças iminentes ainda aguardam publicação oficial, mas já foram anunciadas. É o caso da Casa Civil, onde Rui Costa deve sair na quinta-feira (2/4) para disputar o Senado pela Bahia, sendo substituído por Miriam Belchior. Marina Silva (Meio Ambiente), Camilo Santana (Educação), Renan Filho (Transportes), Waldez Góes (Integração), Jáder Filho (Cidades) e Anielle Franco (Igualdade Racial) também devem se afastar nos próximos dias. No Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, o vice-presidente Geraldo Alckmin deixará o cargo para focar na campanha de reeleição da chapa presidencial, enquanto Gleisi Hoffmann deixará a Secretaria de Relações Institucionais para concorrer ao Senado pelo Paraná.

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