O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e de Monique Medeiros pela morte do menino Henry Borel tornou-se o mais longo do Estado do Rio de Janeiro desde a reforma do Código de Processo Penal, em 2008. Neste domingo (31), o júri entrou no sétimo dia consecutivo de sessões sem previsão para o encerramento dos trabalhos.
Com a marca, o caso supera o julgamento da ex-deputada federal Flordelis, realizado em 2022, que durou sete dias até a leitura da sentença. O processo envolvendo Henry Borel ainda não chegou à fase final, restando o depoimento de testemunhas de defesa, os interrogatórios dos réus e os debates entre acusação e defesa antes da decisão dos jurados.
A longa duração do julgamento é atribuída à complexidade do processo, que reúne dezenas de testemunhas, peritos, policiais, profissionais de saúde e familiares, além de estratégias de defesa distintas para cada réu. Ao longo das sessões, também foram registrados questionamentos processuais e pedidos das defesas que contribuíram para a ampliação dos trabalhos.
Até o momento, 17 testemunhas já foram ouvidas pelo Conselho de Sentença. Entre elas estão investigadores responsáveis pelo caso, especialistas que analisaram as lesões sofridas por Henry, o pai da criança, Leniel Borel, e ex-companheiras de Jairinho que relataram supostos episódios anteriores de violência. O julgamento é conduzido pela juíza Elizabeth Machado Louro, no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio de Janeiro.
A expectativa é de que o júri avance por mais alguns dias até que sejam concluídas todas as etapas processuais. Somente após os interrogatórios de Monique Medeiros e Jairinho e as manifestações finais das partes é que os jurados poderão votar os quesitos que definirão a absolvição ou condenação dos acusados pela morte de Henry Borel.




Aviso