Ao fim da temporada do Imposto de Renda de 2026, a Receita Federal informou que cerca de 2,2 milhões de contribuintes caíram na malha fina, dentro de um universo de 44,4 milhões de declarações entregues dentro do prazo. O órgão afirma que o volume de retenções está dentro do esperado e não representa, necessariamente, um aumento fora do padrão em relação ao ano anterior.
Segundo o supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos Fonseca, mudanças no processo de envio de informações contribuíram para as inconsistências identificadas. “O fim da Dirf e dúvidas no preenchimento do eSocial e da Reinf refletiram no número de pessoas retidas”, explicou. Ainda assim, ele afirma que o cenário não surpreende o Fisco.
O comportamento da malha ao longo da temporada mostrou oscilação. Em março, 10,78% das declarações estavam retidas, percentual que caiu para 6,61% na metade do período e chegou a 4,97% ao fim de maio. Apesar da redução, o índice ainda supera levemente o registrado em 2025, quando ficou em 4,68%.
Fonseca destaca que há tendência de melhora à medida que empresas corrigem informações enviadas. “Conforme as empresas foram ajustando os dados, a malha foi reanalisando as declarações”, afirmou. Ele acrescenta que, com a adaptação dos sistemas, a expectativa é de redução dos erros nos próximos anos.
A Receita Federal reforça que a chamada malha fina ocorre quando há divergências entre os dados informados pelo contribuinte e aqueles enviados por empresas, instituições financeiras e outros órgãos. Nesses casos, a declaração fica retida para análise mais detalhada, podendo ser corrigida posteriormente por meio de retificação no sistema do Fisco.



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