O senador Eduardo Girão (Novo-CE) utilizou o Plenário nesta terça-feira (2) para afirmar que os atos ocorridos no domingo (1º) em todo o Brasil foram uma manifestação popular contra as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e contra o governo federal. Segundo o parlamentar, os manifestantes exigiram investigações sobre o Banco Master e a revisão das condenações relacionadas aos eventos de 8 de janeiro. Girão também mencionou pedidos de impeachment de ministros do STF, criticando especificamente Gilmar Mendes e Dias Toffoli.
“O brasileiro foi às ruas indignado, protestando contra os abusos de alguns ministros da Suprema Corte. Foi bonito ver a união da direita, que tem um histórico verdadeiro, diferentemente dos oportunistas que temos presenciado em alguns estados, inclusive no meu Ceará. Ontem, o povo também se manifestou com gritos de ‘Fora, Gilmar’. É vergonhoso blindar um colega daquela maneira, usando um malabarismo jurídico absolutamente inaceitável. Isso demonstra a falta de pudor diante do corporativismo doentio”, declarou Girão.
No mesmo discurso, o senador reiterou a necessidade de prorrogar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS e de criar uma CPI para investigar o Banco Master. Ele destacou que novas informações veiculadas pela imprensa reforçam a urgência das investigações e exigiu ações da Presidência do Senado. “Vamos cobrar, dentro dos nossos limites, com todo o respeito e a determinação de quem busca justiça. Como dizia Chico Xavier, grande humanista e pacifista mineiro: ninguém pode voltar atrás para fazer um novo começo, mas todos nós — inclusive o senhor [Davi Alcolumbre] — podemos começar agora a buscar um novo fim e ajudar a limpar nosso país para as futuras gerações”, concluiu.
Extraído de Agência Senado

