A Polícia Federal investiga possíveis crimes eleitorais relacionados a problemas no transporte público durante o segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25), em cinco estados: Bahia, São Paulo, Piauí, Sergipe e Alagoas. Até o momento, um inquérito foi instaurado em Sergipe, enquanto as demais ocorrências seguem em apuração.
As investigações buscam esclarecer se houve tentativa de dificultar o exercício do voto ou de ocultar meios de transporte para impedir que eleitores chegassem às seções eleitorais. Segundo o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da PF, Dennis Cali, agentes realizam diligências e colhem depoimentos de pessoas envolvidas no fornecimento do serviço.
A corporação atua em conjunto com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), o Ministério Público Eleitoral e as polícias estaduais para apurar as circunstâncias e identificar possíveis responsáveis.
Os problemas de mobilidade também provocaram ações na Justiça Eleitoral. Em São Paulo, houve determinação para circulação de 100% da frota de ônibus. Em Salvador, na Bahia, a Justiça ordenou a recomposição imediata do serviço e determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, diante de denúncias de redução da frota.
As apurações continuam, e a existência de suspeitas não significa que os crimes tenham sido comprovados. A Polícia Federal deverá avaliar os elementos reunidos antes de definir os próximos passos das investigações.
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