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Caso Henry Borel: Justiça nega pedido da defesa de Jairinho para adiar julgamento

Estadão

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) negou um pedido da defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, para adiar o julgamento marcado para o dia 25 de maio. Jairinho é acusado da morte do menino Henry Borel, junto com a ex-mulher, Monique Medeiros.

Em decisão publicada nesta segunda-feira, 18, o desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto rejeitou o pedido de urgência em Habeas Corpus apresentado pela defesa do ex-vereador.

Marcado para a próxima segunda-feira, dia 25, o julgamento foi interrompido em março deste ano, após os advogados de defesa abandonarem o plenário, provocando a suspensão da sessão do Tribunal do Júri.

"A decisão do TJ-RJ deixa claro que não há mais espaço para manobras protelatórias que tentem afastar o julgamento pelo Tribunal do Júri. Meu desejo é que todos os responsáveis respondam pelos seus atos perante a Justiça, com o devido rigor da lei", declarou Leniel Borel, pai do menino Henry.

Entenda a decisão

A defesa de Jairinho alegou que não teve acesso ao conteúdo de um disco rígido de um notebook apreendido durante as investigações.

O desembargador, no entanto, negou o pedido de vistoria. Segundo o magistrado, o equipamento permaneceu longo período inoperante, apresentando dano físico irreversível.

O desembargador também destacou que o prazo processual para requerimento de novas diligências e provas já havia sido encerrado. Para o TJRJ, a defesa demorou excessivamente para formular o pedido, o que reforçaria o caráter protelatório da medida.

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