A disputa global por terras raras é hoje um dos principais temas da economia internacional. Esses minerais são essenciais para baterias, tecnologia digital, energia limpa e equipamentos de defesa. Países disputam acesso, cadeias produtivas e autonomia estratégica. Essa preocupação é mundial.
O que precisa mudar é a forma como o Amazonas enxerga esse cenário.
Para o Estado, a questão não pode ser apenas acompanhar o movimento externo. A presença de projetos de exploração mineral em território amazonense transforma uma agenda global em responsabilidade regional. Não se trata apenas de permitir investimentos, mas de definir diretrizes políticas claras: haverá política de industrialização? Exigência de agregação de valor? Formação de mão de obra especializada? Transferência tecnológica?
É verdade que a política mineral é centralizada na União. Mas liderança política local experiente poderá saber negociar, propor condicionantes e articular bancada federal. Desenvolvimento não é apenas resultado de riqueza natural; é fruto de direção política. E direção política exige preparo técnico, visão estratégica e compromisso regional.
Por isso, em 2026, o eleitor precisa ir além de nomes e alianças. A pergunta fundamental será: quem tem experiência e diretrizes claras para transformar uma riqueza geológica em desenvolvimento sustentável? A economia do futuro está em disputa no mundo inteiro. No Amazonas, ela precisa deixar de ser apenas oportunidade global e se tornar projeto regional.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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