As projeções de calor extremo para Manaus sugerem uma mudança de perspectiva sobre a própria questão ambiental na Amazônia.
O debate deixa de se restringir à preservação de florestas ou ao combate ao desmatamento e passa a incorporar outro desafio: a capacidade das cidades e das instituições públicas de se adaptarem a fenômenos climáticos cada vez mais intensos.
As temperaturas mais elevadas e a sensação térmica extrema projetadas para os próximos meses alcançam diretamente a saúde, a mobilidade, a infraestrutura urbana e as condições de vida da população.
O meio ambiente deixa de ser apenas uma agenda de proteção e se apresenta também como uma questão de planejamento e de resiliência social.
Nesse contexto, arborização, ampliação de áreas verdes, sistemas de alerta, adaptação de serviços públicos e preparação das estruturas de saúde deixam de ser medidas acessórias. Elas passam a integrar uma discussão mais ampla sobre a capacidade do Estado de responder a riscos que tendem a se tornar mais frequentes.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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