As equipes da força-tarefa de combate às queimadas no Amazonas já abriram 120 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) para investigar crimes ambientais no estado. O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (14), em Manaus, pelo ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco.
O ministro reforçou que os incêndios são criminosos e que a Polícia Federal, a Polícia Civil e a Abin investigam a suspeita de uma ação organizada, nos moldes do "Dia do Fogo". Os responsáveis estão sujeitos a multas de até R$ 10 mil por hectare, embargo de áreas, apreensão de equipamentos e prisão.
A fumaça densa gerada pelas queimadas provocou a suspensão de aulas presenciais na rede municipal, na UEA e no Ifam em Manaus. Segundo o ministério, 292 incêndios já foram extintos e oito continuam ativos.
Apesar de registrar queda nos novos focos, o governo afirma que a melhoria na qualidade do ar na capital ainda depende dos ventos. Para conter as chamas, a operação conta com 290 brigadistas em campo (com reforço de outros 40) e 11 aeronaves, incluindo um avião KC-390 para grandes volumes de água e três helicópteros.
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