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União Europeia concorda em eliminar importação de gás russo até fim de 2027

União Europeia concorda em eliminar importação de gás russo até fim de 2027
União Europeia concorda em eliminar importação de gás russo até fim de 2027

Por Philip Blenkinsop

BRUXELAS, 3 Dez (Reuters) - A União Europeia concordou nesta quarta-feira em eliminar gradualmente as importações de gás russo até o final de 2027, como parte de um esforço para acabar com a dependência do bloco em relação à energia da Rússia, que já dura uma década.

Representantes dos governos da UE e do Parlamento Europeu chegaram a um acordo na madrugada desta quarta-feira sobre as propostas apresentadas pela Comissão Europeia em junho para encerrar os embarques, após a invasão da Rússia à Ucrânia em 2022.

Nos termos do acordo, a União Europeia vai interromper permanentemente a importação de gás russo e avançar rumo à eliminação gradual do petróleo vendido pelo país. As importações de gás natural liquefeito (GNL) serão eliminadas até o final de 2026 e as de gás por gasoduto até o fim de setembro de 2027.

"Hoje, estamos interrompendo essas importações permanentemente. Ao esgotar os cofres de guerra de Putin, demonstramos nossa solidariedade à Ucrânia e voltamos nossa atenção para novas parcerias energéticas e oportunidades para o setor", disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em comunicado, citando o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Para contratos de curto prazo celebrados antes de 17 de junho deste ano, a proibição será aplicada a partir de 25 de abril de 2026 para GNL e a partir de 17 de junho de 2026 para gás de gasoduto.

Para contratos de longo prazo celebrados antes de 17 de junho, as datas limite serão o início de 2027 e o início de outubro de 2026, com uma possível prorrogação de um mês para os Estados-membros da UE que enfrentem dificuldades para atingir os níveis de armazenamento exigidos.

Ambas as categorias de importação de gás estarão sujeitas a autorização prévia, exceto para países que possuem produção significativa e que proíbem ou restringem a importação do produto russo.

Em outubro, a Rússia representava 12% das importações de gás da UE, uma queda em relação aos 45% registrados antes da invasão da Ucrânia em 2022. Hungria, França e Bélgica estão entre os países que ainda recebem o gás.

A Comissão também está empenhada em eliminar gradualmente as importações restantes de petróleo da Rússia até o final de 2027, com uma proposta legislativa a ser apresentada no início do próximo ano.

Nos termos do acordo de quarta-feira, os membros da UE apresentarão à Comissão, até 1º de março, planos de "diversificação nacional" relativos ao fornecimento de petróleo e gás. Eles também serão obrigados a notificar o braço executivo da UE caso possuam contratos de fornecimento de gás russo ou proibições nacionais em vigor.

A Comissão emitirá recomendações com base nisso.

(Reportagem de Philip Blenkinsop e Sudip Kar-Gupta em Bruxelas, Angela Christy em Bengaluru)

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