Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) oscilam nesta manhã de quarta-feira próximas da estabilidade, mesmo depois de o IPCA-15 de novembro ficar um pouco acima do esperado por economistas, mostrando pressão nos preços de serviços.
Às 9h36, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,78%, ante o ajuste de 12,754% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 marcava 13,37%, ante o ajuste de 13,357%.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15, considerado uma espécie de prévia da inflação oficial, subiu 0,20% em novembro, ante 0,18% em outubro. Economistas ouvidos em pesquisa da Reuters projetavam taxa de 0,18% em novembro.
A abertura dos números mostrou algumas medidas de inflação ainda pressionadas. Os preços de serviços subiram 0,66% em novembro sobre o mês anterior, conforme cálculos do banco Bmg, ante 0,37% em outubro. Os serviços subjacentes avançaram 0,40% e os serviços intensivos em mão de obra tiveram alta de 0,62% em novembro, ante 0,24% e 0,41% no mês anterior, respectivamente.
A média dos núcleos de inflação do Banco Central subiu 0,28% em novembro, ante alta de 0,23% em outubro. Na outra ponta, os bens industriais registraram deflação de 0,06% pelos cálculos do Bmg, contra taxa negativa de 0,01% em outubro.
"Preços de serviços (vieram) altos, puxados por passagens aéreas. Mas o pior foi subjacentes e intensivos", comentou o economista-chefe do Bmg, Flavio Serrano. "Continua o desafio de desacelerar a inflação de serviços."
Ainda assim, as taxas dos DIs seguiam próximas dos ajustes da véspera.
Mais cedo, o Banco Central informou que as concessões de crédito no Brasil recuaram 1,1% em outubro na comparação com o mês anterior, com o estoque total de crédito avançando 0,9% no período, a R$6,914 trilhões.
No exterior, às 9h36 o rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- subia 1 ponto-base, a 4,015%.

