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Taxas dos DIs caem na contramão dos Treasuries em dia de ajustes

Reuters

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 19 Dez (Reuters) - Em uma sessão sem gatilhos fortes para os preços, as taxas dos DIs fecharam a sexta-feira em baixa, com investidores reduzindo parte dos prêmios incorporados à curva recentemente, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries subiam.

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,185%, em baixa de 10 pontos-base ante o ajuste de 13,289% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa para janeiro de 2035 marcava 13,635%, em queda de 8 pontos-base ante o ajuste de 13,717%.

Na quinta-feira, alguns comentários do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foram considerados “dovish” (brandos) pelo mercado, que interpretou que a decisão da instituição sobre juros em janeiro segue indefinida. Isso fez as taxas dos DIs perderem força na véspera e fecharem distantes dos picos do dia.

Nesta sexta-feira, na ausência de “notícias ruins”, como destacou um operador à Reuters, investidores aproveitaram para seguir reduzindo parte dos prêmios incorporados à curva a termo desde que o senador Flávio Bolsonaro (PL) lançou, em 5 de dezembro, sua candidatura à Presidência em 2026.

Após abrir perto dos ajustes da véspera, as taxas dos DIs se firmaram em queda durante a manhã, com os investidores apenas monitorando o noticiário político.

No início do dia, uma operação da Polícia Federal mirou nos deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ) por supostos desvios de recursos de cotas parlamentares. Os dois foram alvos de mandados de busca e apreensão.

Sóstenes é líder do PL na Câmara e foi um dos principais articuladores do projeto de lei da Dosimetria, que altera as penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro e pela tentativa de golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em Brasília, o Congresso se debruçava nesta tarde sobre o Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2026. A proposta, aprovada durante a tarde na Comissão Mista de Orçamento (CMO), prevê um superávit primário de R$34,5 bilhões no próximo ano, ligeiramente acima da meta fiscal de R$34,3 bilhões, que equivale a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

O recuo das taxas dos DIs ocorreu a despeito de, no exterior, os rendimentos dos Treasuries estarem em alta. Às 16h33, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- subia 4 pontos-base, a 4,151%.

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