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Socialista deve derrotar líder de extrema direita em eleições presidenciais em Portugal, mostra pesquisa

Reuters
Socialista deve derrotar líder de extrema direita em eleições presidenciais em Portugal, mostra pesquisa
Socialista deve derrotar líder de extrema direita em eleições presidenciais em Portugal, mostra pesquisa

LISBOA, 4 Fev (Reuters) - O candidato socialista moderado às eleições presidenciais de Portugal está prestes a obter uma vitória decisiva sobre o líder populista de extrema direita no segundo turno do pleito, de acordo com uma nova pesquisa.

António José Seguro, ex-líder socialista, lidera com 67% das intenções de voto, contra 33% do líder do partido anti-establishment Chega, André Ventura, de acordo com a pesquisa realizada pela Universidade Católica e divulgada pela emissora RTP nesta terça-feira.

Nas cinco décadas desde que a Revolução dos Cravos em Portugal pôs fim ao regime autoritário, a única vez até então que havia ocorrido um segundo turno nas eleições presidenciais foi em 1986, destacando a fragmentação política e a frustração dos eleitores com os partidos tradicionais em meio à ascensão da extrema direita.

A presidência de Portugal é em grande medida cerimonial, mas desempenha um papel fundamental na mediação do panorama político dividido do país e detém poderes para vetar legislação e derrubar o governo.

Seguro afirmou que seria um presidente moderado e unificador, independente da política partidária, e que não atuaria como um “primeiro-ministro-sombra”, recusando-se a interferir no papel cotidiano do governo.

Em contrapartida, Ventura advertiu que seria “um presidente intervencionista”, prometendo combater décadas de corrupção dos partidos tradicionais e promovendo uma forte agenda anti-imigração.

Ele enfrenta críticas por comentários considerados racistas em relação à comunidade cigana e aos imigrantes do sul da Ásia.

O Chega, fundado há menos de sete anos, emergiu em maio passado como a principal força de oposição após obter 22,8% dos votos nas eleições parlamentares.

Os críticos de Ventura dizem que ele está apenas usando a eleição presidencial para fortalecer e expandir ainda mais a presença de seu partido no país.

A pesquisa, realizada entre 29 de janeiro e 2 de fevereiro, entrevistou 1.601 pessoas e tem uma margem de erro de 2,4%.

(Reportagem de Sérgio Gonçalves)

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