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Parlamento da Moldávia vota para fechar centro cultural russo

Reuters
Parlamento da Moldávia vota para fechar centro cultural russo
Parlamento da Moldávia vota para fechar centro cultural russo

Por Alexander Tanas

CHISINAU (Reuters) - O Parlamento da Moldávia votou nesta quinta-feira pelo fechamento de um centro cultural russo, uma nova tentativa de reduzir a influência de Moscou no país, um dia depois que o embaixador da Rússia foi convocado por causa de intrusões de drones que a Moldávia disse serem inaceitáveis.

Cinquenta e sete membros da assembleia de 101 assentos apoiaram a medida. O Partido de Ação e Solidariedade, partido governista da presidente pró-europeia Maia Sandu, comanda a maioria na câmara.

O governo disse que o Centro Russo de Ciência e Cultura em Chisinau poderia servir como um instrumento para promover narrativas que representam uma ameaça à segurança da Moldávia.

Devido a considerações legais, o centro permanecerá aberto até julho de 2026. Seu fechamento vem sendo discutido há meses.

Eleita pela primeira vez em 2020, Sandu tem pressionado para que a Moldávia se junte à União Europeia até o final da década. Ela denuncia a guerra da Rússia na Ucrânia e acusa Moscou de tentar desestabilizar e manipular a opinião pública no ex-Estado soviético, que fica entre a Ucrânia e a Romênia, membro da UE.

O ministro da Cultura, Cristian Jordan, disse que o governo não conseguiu estabelecer a natureza da atividade do centro porque, desde 2021, ele "não propôs um único projeto ou evento conjunto".

Os partidos de oposição favoráveis à Rússia disseram que o governo não foi capaz de apresentar um único exemplo de atividade ilegal.

O Ministério das Relações Exteriores da Moldávia pediu pela primeira vez o fechamento do centro após intrusões de drones no espaço aéreo da Moldávia este ano.

Na quarta-feira, o ministério denunciou o último incidente, que descreveu como incursões de seis drones russos, como uma "grave violação da soberania da Moldávia e uma ameaça direta à soberania nacional e regional".

O embaixador russo, Oleg Ozerov, expressou dúvidas de que um dos drones, exposto do lado de fora do Ministério das Relações Exteriores, estivesse ligado a uma intrusão genuína e sugeriu que o incidente tinha como objetivo prejudicar as relações já ruins de Moscou com Chisinau.

A Rússia acusa a Moldávia de perseguir uma agenda "russofóbica" de atos hostis a Moscou. Cada país expulsou diplomatas do outro, sendo que o último caso ocorreu em abril.

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