BISSAU (Reuters) - Um grupo de oficiais do Exército disse, nesta quarta-feira, que tomou o poder em Guiné-Bissau, país propenso a golpes de Estado, informou a Radio France Internationale, depois que tiros foram ouvidos em locais importantes da capital.
Os oficiais do Exército disseram que haviam formado o "Alto Comando Militar para a Restauração da Ordem" e que ficariam no comando da nação da África Ocidental até novo aviso.
A ação ocorreu um dia antes de a comissão eleitoral anunciar os resultados provisórios de uma eleição presidencial muito disputada entre o atual presidente, Umaro Sissoco Embalo, e o principal concorrente, Fernando Dias.
Ambos os lados reivindicaram a vitória no primeiro turno de domingo.
O tiroteio nesta quarta-feira foi ouvido perto da sede da comissão eleitoral, do palácio presidencial e do Ministério do Interior, segundo testemunhas. Durou cerca de uma hora, mas parece ter cessado às 11h (horário de Brasília), segundo um jornalista da Reuters.
(Reportagem de Alberto Dabo; Reportagem adicional de Robbie Corey-Boulet)

