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Nvidia exige pagamento adiantado integral pelos chips H200 na China, dizem fontes

Por Reuters

08/01/2026 7h26 — em
Geral



PEQUIM/SHANGAI, 8 Jan (Reuters) - A Nvidia está exigindo o pagamento adiantado integral dos clientes chineses que desejam adquirir seus chips de inteligência artificial H200, protegendo-se contra a incerteza em relação à aprovação das remessas por Pequim, disseram duas fontes a par do assunto.

A fabricante de chips dos EUA impôs termos excepcionalmente rigorosos que exigem o pagamento integral dos pedidos, sem opções de cancelamento, solicitação de reembolso ou alteração das configurações após a colocação, disseram as fontes.

Em circunstâncias especiais, os clientes podem fornecer seguro comercial ou garantias patrimoniais como alternativa ao pagamento em dinheiro, acrescentou uma das fontes.

Os termos padrão da Nvidia para clientes chineses já incluíam requisitos de pagamento antecipado, mas às vezes era permitido que eles fizessem um depósito em vez de pagar o valor total adiantado, disse a fonte. Mas, no caso do H200, a empresa tem sido particularmente rigorosa na aplicação das condições, dada a falta de clareza sobre se os reguladores chineses aprovariam as remessas, acrescentou a fonte.

Ambas as fontes falaram sob condição de anonimato porque as informações não são públicas. O reforço na aplicação da política não havia sido divulgado anteriormente. A Nvidia e o Ministério da Indústria da China ainda não haviam respondido aos pedidos de comentários até o momento da publicação.

As empresas chinesas de tecnologia fizeram pedidos de mais de 2 milhões de chips H200, cujo preço é de cerca de US$27.000 cada, informou a Reuters no mês passado, excedendo o estoque da Nvidia de 700.000 chips.

Embora os fabricantes de chips chineses, como a Huawei, tenham desenvolvido processadores de IA, incluindo o Ascend 910C, seu desempenho ainda fica atrás do H200 da Nvidia para treinamento em larga escala de modelos avançados de IA.

A China planeja aprovar algumas importações de H200 já neste trimestre, informou a Bloomberg. As autoridades chinesas estão se preparando para permitir compras para usos comerciais selecionados, enquanto impedem os militares, agências governamentais sensíveis, infraestrutura crítica e empresas estatais devido a preocupações com a segurança, disse o relatório.

(Reportagem de Liam Mo e Brenda Goh)


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