Novo Nordisk relata primeira queda nas vendas do Ozempic na região da Grande China
Por Andrew Silver
XANGAI, 5 Fev (Reuters) - As vendas do Ozempic, medicamento para diabetes da Novo Nordisk, caíram pela primeira vez no ano passado na região da Grande China, em meio à concorrência de rivais.
A queda nas vendas reforça as perspectivas sombrias da gigante dinamarquesa de medicamentos para diabetes, que chocou o mercado esta semana ao sinalizar uma possível queda nos lucros, encerrando anos de ganhos de dois dígitos, devido a pressões de preços “sem precedentes”.
As vendas das canetas injetoras Ozempic na China continental, Taiwan e Hong Kong — o maior mercado da Novo depois dos EUA — caíram 7%, para cerca de 5,4 bilhões de coroas dinamarquesas (US$853 milhões) em 2025.
O Ozempic foi aprovado pela primeira vez na China em 2021 e, até o ano passado, só tinha registrado ganhos de vendas no país, segundo os relatórios anuais da empresa.
Mas, desde então, a China aprovou medicamentos semelhantes, incluindo o Mounjaro da Eli Lilly, o mazdutide da Innovent Biologics e o efsubaglutide alfa da Guangzhou Innogen.
Os medicamentos da Innogen e da Lilly foram adicionados ao plano de saúde estatal da China no mês passado para pacientes com diabetes tipo 2, juntando-se ao Ozempic.
Outra farmacêutica chinesa, a Sciwind Biosciences, também anunciou no mês passado que seu tratamento para diabetes tipo 2, Xianyida, foi aprovado para uso no país.
“Temos uma posição de mercado muito forte com o Ozempic, ainda com baixa penetração, e eu diria que a concorrência está entrando mais neste momento”, disse o diretor financeiro da Novo, Karsten Munk Knudsen, à Reuters em uma entrevista esta semana.
A região da Grande China representou 14% de todas as vendas de 2025 em suas operações internacionais, excluindo o mercado dos EUA, de acordo com uma apresentação separada para investidores.
(Reportagem de Andrew Silver em Xangai; Reportagem adicional de Maggie Fick em Londres)
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