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Milhares marcham em Lyon após morte de ativista de extrema-direita francês na semana passada

Por Reuters

21/02/2026 13h36 — em
Geral



LYON, 21 Fev (Reuters) - Milhares de pessoas marcharam no sábado na cidade francesa de Lyon após o assassinato do ativista de extrema-direita Quentin Deranque, que foi espancado até a morte na semana passada por supostos ativistas de extrema-esquerda em um incidente que chocou a nação.

A polícia está preocupada que a marcha em Lyon, onde há uma concentração de grupos de extrema-direita e antifascistas, possa se tornar violenta.

O presidente francês Emmanuel Macron pediu calma na manhã deste sábado, antes das manifestações, e disse que se reunirá com ministros para discutir todos os grupos violentos na próxima semana.

O ex-primeiro-ministro de centro-direita Dominique de Villepin chamou o assassinato de Deranque, 23, de “o momento Charlie Kirk da França”, referindo-se ao ataque a tiros contra o ativista conservador norte-americano no ano passado.

Muitos manifestantes usavam máscaras cirúrgicas e óculos escuros para cobrir o rosto e gritavam “justiça para Quentin” e “assassino antifa”.

Sete pessoas estão sob investigação formal por seu suposto envolvimento no assassinato de Deranque.

A organizadora da marcha é Aliette Espieux, uma ativista antiaborto, e alguns grupos de extrema-direita anunciaram que participaria. O partido de extrema-direita Reunião Nacional (RN) pediu a seus apoiadores que evitem manifestações por medo de distúrbios.

Havia também pequenos grupos gritando “somos todos antifascistas” ao lado da marcha, e uma faixa com os dizeres “Lyon é antifa” foi hasteada em uma janela perto do início da marcha, segundo imagens da BFMTV.

O prefeito de Lyon, Gregory Doucet, tentou impedir a realização da marcha. Ele disse a repórteres neste sábado que estava preocupado com os pedidos para que grupos de extrema-direita franceses e europeus viajassem a Lyon para o evento.

De acordo com as autoridades locais, cerca de 3.200 pessoas estavam presentes na marcha de Lyon. Havia marchas menores planejadas em várias outras cidades francesas.

(Reportagem de Ardee Napolitano em Lyon e Layli Foroudi em Paris)


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