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María Corina Machado pede ao papa Leão libertação de prisioneiros

Por Reuters

12/01/2026 13h34 — em
Geral



CIDADE DO VATICANO, 12 Jan (Reuters) - A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, reuniu-se com o papa Leão no Vaticano nesta segunda-feira e afirmou, após o encontro, que pediu ao pontífice que pressione Caracas a libertar os presos políticos.

O Vaticano confirmou a reunião em um comunicado de imprensa diário nesta segunda-feira, mas não fez comentários ou forneceu detalhes sobre a audiência.

Em um breve vídeo divulgado pelo Vaticano, os dois foram vistos apertando as mãos e sorrindo enquanto se sentavam um em frente ao outro na mesa do papa em seu escritório oficial no Palácio Apostólico do Vaticano.

Ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Machado disse em um comunicado que pediu a Leão "que interceda por todos os venezuelanos que continuam sequestrados e desaparecidos".

Primeiro papa norte-americano, Leão pediu que a Venezuela permaneça um país independente após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelas forças dos Estados Unidos por ordem do presidente Donald Trump.

Em um importante discurso sobre política externa na sexta-feira, o papa condenou o uso da força militar como meio para alcançar objetivos diplomáticos e pediu que os direitos humanos sejam protegidos na Venezuela.

O governo da Venezuela disse nesta segunda-feira que 116 prisioneiros haviam sido libertados, embora grupos de direitos humanos tenham relatado um número menor.

A libertação de centenas de presos políticos no país sul-americano é uma demanda de longa data de grupos de direitos humanos, organismos internacionais e figuras da oposição.

Machado, ex-membro da Assembleia Nacional, tem sido uma das principais vozes a exigir a libertação de prisioneiros. Ela foi impedida de concorrer às eleições gerais de 2024 na Venezuela por autoridades alinhadas com Maduro.

Ela apoiou um candidato suplente, amplamente considerado vencedor da votação, embora Maduro tenha reivindicado a vitória. Auditorias de cédulas realizadas por observadores independentes mostraram irregularidades nos resultados oficiais.

(Reportagem de Joshua McElwee; edição de Cristina Carlevaro, Crispian Balmer e Hugh Lawson)


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