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Judeus australianos fazem orações e surfistas remam em Bondi em homenagem a vítimas de tiroteio

Judeus australianos fazem orações e surfistas remam em Bondi em homenagem a vítimas de tiroteio
Judeus australianos fazem orações e surfistas remam em Bondi em homenagem a vítimas de tiroteio

Por Renju Jose

SYDNEY, 18 Dez (Reuters) - A comunidade judaica da Austrália se reuniu na praia de Bondi, em Sydney, na sexta-feira (horário local), ‍para orações, enquanto centenas de nadadores e surfistas remavam na água para homenagear as 15 vítimas fatais de supostos atiradores -- pai e filho, que abriram fogo contra pessoas que comemoravam o Hanukkah.

Autoridades disseram que o tiroteio de domingo, o mais mortal ⁠da Austrália em quase 30 anos, parece ter sido inspirado pelo Estado Islâmico, e a polícia intensificou patrulhas e policiamento em um esforço para evitar mais violência.

No final da quinta-feira, a polícia disse que havia interceptado ⁠dois carros e ‌detido sete homens no sudoeste de ​Sydney, após receber informações de que "um ato violento estava possivelmente sendo planejado".

A polícia australiana ‍disse que os homens, conhecidos pelas autoridades, provavelmente tinham ligações ‌com a ideologia islâmica extremista de forma semelhante à dos dois supostos atiradores de Bondi.

"Temos alguma indicação de que Bondi era um dos ​locais que ‌eles poderiam estar visitando ontem, mas sem nenhuma intenção específica em mente ou comprovada nesta fase", disse o vice-comissário da polícia do Estado de New South Wales, David Hudson, à ABC Radio.

O Estado Islâmico chamou o tiroteio em massa em Bondi de "motivo de orgulho", ​em um artigo publicado no canal do Telegram do grupo, embora não tenha reivindicado explicitamente a responsabilidade.

Na praia, nesta sexta-feira, os nomes das vítimas ‍foram lidos durante a oração no local do ataque, enquanto nadadores entravam na água em uma demonstração de solidariedade.

Líderes comunitários descreveram o apoio como profundamente comovente em meio a temores crescentes sobre um aumento de incidentes antissemitas desde a guerra em Gaza.

"Nos últimos dois anos, muitas pessoas têm se questionado se ainda somos bem-vindos aqui na Austrália, porque vimos pessoas pedindo nossa morte nas ruas semanalmente", disse o rabino Yosef Eichenblatt, da Sinagoga Central de Sydney, à ABC News, após participar do evento de remo.

"Por isso, tem sido muito reconfortante ver a manifestação de amor ‍e apoio. É realmente muito terapêutico."

O primeiro-ministro australiano Anthony Albanese, sob pressão de críticos que dizem que seu governo de centro-esquerda não fez o suficiente para conter o antissemitismo, prometeu uma repressão ao discurso de ódio.

Albanese planeja introduzir uma legislação que facilite a acusação de pessoas que promovem discursos de ódio e violência, além de cancelar ou recusar vistos para pessoas envolvidas em ‍discursos de ódio.

A líder da oposição, Sussan Ley, pediu a Albanese que convocasse o Parlamento mais cedo para ⁠tratar do antissemitismo. Albanese disse que estava aberto a convocar de volta o Parlamento antes de fevereiro, mas advertiu que as leis propostas eram complexas e levariam tempo para serem elaboradas.

Os funerais começaram nesta semana, com Matilda, de 10 anos de idade, a mais jovem entre as 15 vítimas, sepultada na quinta-feira.

Abelhas amarelas de brinquedo cobriram seu ‌caixão. Muitos participantes usaram adesivos amarelos e de abelhas e levaram brinquedos e balões com temas de abelhas para homenagear Matilda, cujo nome do meio era Bee.

(Reportagem de Renju Jose e Hollie Adams ⁠em Sydney)

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