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Governo francês sobrevive a votos de desconfiança e agora enfrenta batalha sobre orçamento

Reuters
Governo francês sobrevive a votos de desconfiança e agora enfrenta batalha sobre orçamento
Governo francês sobrevive a votos de desconfiança e agora enfrenta batalha sobre orçamento

Por Elizabeth Pineau e Ingrid Melander

PARIS, 14 Jan (Reuters) - O primeiro-ministro da França, Sebastien Lecornu, sobreviveu a dois votos de desconfiança no Parlamento nesta quarta-feira, abrindo caminho para que o governo se concentre em mais um confronto orçamentário nos próximos dias.

As moções de desconfiança, apresentadas pelo Reunião Nacional (RN), de extrema-direita, e pelo França Insubmissa (LFI), de extrema-esquerda, tinham como objetivo protestar contra o acordo comercial da União Europeia com o Mercosul.

Apesar da oposição francesa, os Estados-membros da UE aprovaram na semana passada a assinatura do acordo há muito debatido com a Argentina, o Brasil, o Paraguai e o Uruguai. O RN e o LFI acusaram o governo de não ter feito o suficiente para bloquear o acordo.

"Dentro do país, vocês são um governo de vassalos a serviço dos ricos. No exterior, vocês estão humilhando nossa nação perante a Comissão Europeia e o império dos EUA", disse a principal legisladora da LFI, Mathilde Panot, ao governo, falando no Parlamento antes da votação da moção de desconfiança nesta quarta-feira.

O Partido Socialista havia descartado a possibilidade de apoiar as moções de desconfiança e os Republicanos também disseram que não votariam para censurar o governo em relação ao Mercosul.

Como resultado, ambas as moções fracassaram. A proposta apresentada pelo LFI recebeu apenas 256 votos a favor, 32 votos a menos do que o necessário para que fosse aprovada. A segunda moção, apresentada pela extrema-direita, recebeu 142 votos a favor e também fracassou.

Lecornu disse que o tempo gasto com os votos de desconfiança estava atrasando ainda mais os debates sobre o orçamento do país para 2026, no qual, segundo ele, os líderes políticos deveriam se concentrar.

"Vocês estão agindo como franco-atiradores à espreita, disparando contra as costas do Executivo no exato momento em que precisamos enfrentar as perturbações internacionais", disse ele.

(Reportagem de Elizabeth Pineau; Reportagem adicional de Dominique Vidalon, Blandine Henault e Zhifan Liu)

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