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França terá "ano de resistência" contra Shein e outras plataformas, diz ministro

Por Reuters

05/02/2026 10h22 — em
Geral



PARIS, 5 Fev (Reuters) - Lojas online como a Shein enfrentarão um "ano de resistência" na França, afirmou nesta quinta-feira o ministro francês para Pequenas e Médias Empresas, Serge Papin, acrescentando que as plataformas representam uma concorrência desleal para as grandes redes francesas.

Em entrevista à emissora de TV TF1, Papin afirmou ser "injusto" que as lojas físicas sejam responsáveis ​​pelos produtos que vendem em suas prateleiras, enquanto as plataformas online não o sejam.

Um tribunal de Paris deverá começar a analisar um recurso do governo contra uma decisão judicial de dezembro que rejeitou seu pedido de suspensão por três meses da Shein, após a descoberta de bonecas sexuais com aparência infantil à venda em seu marketplace.

A Shein, que desde então reabriu parcialmente seu marketplace e afirmou ter implementado controles sobre os produtos vendidos na plataforma, recusou-se a comentar nesta quinta-feira.

"ELES DEVEM RESPEITAR AS REGRAS"

Papin afirmou que tais violações eram "sistêmicas" e que estava confiante de que o tribunal seria receptivo ao seu argumento de que a Shein representava uma "perturbação da ordem pública".

Ele afirmou que dois parlamentares franceses estão preparando um projeto de lei que permitiria ao governo suspender plataformas online sem a necessidade de aprovação judicial, acrescentando que gostaria de ver as vendas da Shein caírem na França.

A Shein vende roupas e acessórios a preços baixíssimos graças ao seu modelo de negócios de envio de encomendas diretamente das fábricas na China para compradores em todo o mundo. Seu crescimento explosivo desencadeou uma reação negativa em muitos países da Europa, onde os varejistas tradicionais estão perdendo terreno.

"Precisamos nos proteger, é claro, existe concorrência desleal, eles devem respeitar as regras de defesa do consumidor (aplicadas aos varejistas franceses)", disse Papin.

A França implementou uma taxa de 2 euros, que entrará em vigor a partir de 1º de março, enquanto a União Europeia introduzirá uma taxa de 3 euros sobre encomendas pequenas que anteriormente eram isentas, numa tentativa de conter as vendas da Shein e de outras plataformas.

(Reportagem de Inti Landauro)


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