Eneva avalia alternativas para atuar na Venezuela e conversa com Maha, dizem fontes
Por Marta Nogueira e Rodrigo Viga Gaier
RIO DE JANEIRO, 6 Fev (Reuters) - A Eneva avalia alternativas para atuar no setor de petróleo e gás natural da Venezuela e iniciou conversas com a sueca Maha Capital para a criação de uma joint venture, afirmaram duas fontes com conhecimento direto da situação nesta sexta-feira.
A Eneva não está conversando apenas com a Maha e busca outras empresas com quem poderia formar uma parceria, disse uma das fontes, na condição de anonimato.
O movimento da Eneva sinaliza que empresas brasileiras estão de olho no potencial do setor petrolífero da Venezuela, depois que os Estados Unidos iniciaram uma intervenção no país, que visa abrir o mercado para investimentos estrangeiros.
A Maha Capital, que tem como principal acionista a gestora brasileira Starboard, conta com uma opção que lhe permitiria deter uma participação em campos petrolíferos na Venezuela, operados pela estatal local PDVSA, o que despertou interesse da Eneva.
Para avançar na Venezuela, contudo, a Maha aguarda uma licença dos Estados Unidos.
Procuradas, as empresas não quiseram fazer comentários.
As fontes explicaram que as negociações realizadas pela Eneva são preliminares e ocorrem em sigilo.
O avanço para a criação da joint venture dependerá de avaliações sobre o potencial do mercado venezuelano para investimentos a partir da intervenção dos Estados Unidos.
"O interesse existe, mas tem que esperar o quadro decantar (após a ação dos EUA)... Tecnicamente é um negócio que vale a pena, mas tem que ter segurança jurídica. Isso tem que ser olhado com cuidado", afirmou uma das fontes.
"A Venezuela tem bons ativos que precisam de investimentos e contratos firmes."
Essa fonte ponderou, no entanto, haver uma visão de que as norte-americanas terão prioridade no mercado aberto da Venezuela, mas pode haver parcerias.
O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, disse nesta sexta-feira que em breve visitará a Venezuela para se encontrar com "toda a liderança" e obter uma melhor compreensão das operações de produção de petróleo e gás no país.
A eventual visita traz perspectivas para a obtenção da licença necessária pela Maha, pontuou uma das fontes.
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