SÃO PAULO (Reuters) - A colheita atrasada do trigo no Rio Grande do Sul tem limitado o avanço do plantio da soja 2025/26 no Estado, que segue abaixo da média histórica para o período, segundo dados da Emater divulgados nesta quinta-feira.
Até esta semana, 60% da área de trigo já havia sido colhida, avanço de 18 pontos percentuais ante a semana anterior, mas ainda inferior à média dos últimos cinco anos, com índice de 77% nesta época, segundo a empresa de assistência técnica vinculada ao governo gaúcho.
O Rio Grande do Sul é o principal produtor de trigo do Brasil e um dos maiores em soja.
O ritmo da colheita do cereal, especialmente em regiões de ciclo tardio, como a nordeste, onde apenas 5% foi colhido, tem atrasado a liberação de áreas para a soja, plantada após a retirada do trigo dos campos.
Até agora, o plantio da oleaginosa alcança 22% da área prevista, bem abaixo da média histórica de 45% para o período e também inferior ao registrado na safra anterior (24%).
As chuvas generalizadas entre 6 e 8 de novembro melhoraram a umidade do solo e permitiram a retomada da semeadura, mas parte das áreas segue ocupada por cereais de inverno.
"O plantio avança com cautela, dentro do período preferencial do ZARC (Zoneamento Agrícola de Risco Climático), mas ainda há gargalos", informou a Emater.
A expectativa para a safra 2025/26 é de cultivo em 6,7 milhões de hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha.
(Por Roberto Samora)



