Caminhões formam fila quilométrica para entregar soja em terminal fluvial no Pará
Por Ana Mano
SÃO PAULO, 20 Fev (Reuters) - Caminhões carregados com soja enfrentaram uma fila de 28 quilômetros para entregar o produto aos terminais de grãos no porto amazônico de Miritituba, no Pará, de acordo com dados de tráfego da manhã desta sexta-feira compartilhados com a Reuters pela Abiove, associação do setor de oleaginosas.
Cargill, Bunge, a brasileira Amaggi e a empresa de logística Hidrovias do Brasil operam terminais na região.
O tráfego costuma ser intenso nesta época do ano nas proximidades dos terminais de Miritituba, que recebem soja de fazendas do Centro-Oeste e a carregam em barcaças antes de enviar os grãos por portos de exportação no Norte do Brasil.
Este ano, os produtores brasileiros de soja estão colhendo o que analistas e o governo dizem ser uma safra recorde de cerca de 180 milhões de toneladas. A maior parte da produção do país é exportada para a China.
Em entrevista nesta sexta-feira, o diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Amaral, afirmou que longas filas de caminhões se formam todos os anos nos arredores de Miritituba.
As fortes chuvas tendem a agravar o problema, assim como o fato de que o trecho final da rodovia que liga as fazendas do Mato Grosso às instalações portuárias ainda não foi pavimentado, acrescentou.
"Enquanto o acesso definitivo ao porto não estiver construído, esses problemas persistem", observou Amaral.
A Via Brasil BR-163, empresa que administra 1.009 quilômetros da rodovia que liga o Mato Grosso às instalações de Miritituba, informou que as obras estão em andamento para concluir o trecho final de 5,7 quilômetros da rodovia até novembro deste ano.
(Reportagem de Ana Mano)
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