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Australianos fazem celebração silenciosa após ataque em praia de Sydney

Reuters

Por Cordelia Hsu

SYDNEY, 25 Dez (Reuters) - As comemorações de Natal foram silenciadas na famosa praia de Bondi, em Sydney, nesta quinta-feira, após o ataque terrorista que matou 15 pessoas no local há mais de uma semana, no que foi considerado o tiroteio em massa mais mortal do país em quase três décadas.

A polícia patrulhou a orla da praia de Bondi, um destino tradicional de Natal, enquanto centenas de pessoas, muitas delas usando gorros de Papai Noel, se reuniram nas areias.

"Acho que é trágico, e acho que todos respeitam e estão muito tristes com o que aconteceu, e acho que as pessoas aqui estão na praia, porque é como uma celebração, mas todos têm isso em suas memórias e todos respeitam o que aconteceu", disse o turista britânico Mark Conroy à Reuters. "Todo mundo está sentindo pela família e pelos amigos que estão passando pela pior coisa possível que se possa imaginar."

O ataque em 14 de dezembro durante a celebração judaica do Hannukah provocou pedidos de leis mais rígidas sobre armas e ações mais duras contra o antissemitismo, enquanto as regras de reunião pública em Sydney foram reforçadas por novas leis aprovadas na quarta-feira.

Bandeiras foram hasteadas a meio mastro do lado de fora do prédio do Bondi Pavilion, considerado patrimônio histórico, próximo ao local do ataque, que, segundo a polícia, foi realizado por pai e filho, inspirados pelo grupo militante Estado Islâmico.

Em Melbourne, um carro com um cartaz de "Feliz Chanukah!" foi incendiado no dia de Natal no sudeste da cidade, sem nenhum ferimento, informou a mídia australiana.

O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, que enfrenta críticas crescentes de oponentes que argumentam que seu governo não fez o suficiente para conter o aumento do antissemitismo, chamou o incêndio do carro  de "algo além da compreensão".

"Que tipo de ideologia e pensamentos malignos em um momento como esse motivariam alguém?", disse Albanese a jornalistas nesta quinta-feira.

Desde o início da guerra de Israel em Gaza, em outubro de 2023, houve ataques contra sinagogas, edifícios judaicos e carros na Austrália.

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