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Adaptação para streaming de “A Casa dos Espíritos”, de Allende, estreia em Berlim

Por Reuters

16/02/2026 16h30 — em
Geral



Por Hanna Rantala

BERLIM, 16 Fev (Reuters) - O romance “A Casa dos Espíritos”, de Isabel Allende, que abrange várias gerações de mulheres, foi difícil de adaptar para as telas, disseram os produtores da próxima adaptação para a TV, mas trabalhar com um elenco latino-americano tornou o desafio uma alegria.

“Já era hora de contarmos a história nós mesmos”, disse Fernanda Urrejola à Reuters no Festival de Cinema de Berlim, onde os três primeiros episódios foram exibidos na segunda-feira.

“Para nós e para, eu diria, toda a América Latina, esse romance é uma obra muito importante. Ele fala muito sobre nossa identidade, nossa história”, acrescentou Urrejola.

“É como um sonho que se tornou realidade.”

UMA ADAPTAÇÃO AMBICIOSA

Urrejola, juntamente com Francisca Alegria e Andrés Wood, formam o trio criativo por trás da série de oito episódios em espanhol, que será transmitida pelo Prime Video da Amazon em abril deste ano.

Wood lembrou que eles sentiram uma grande responsabilidade em adaptar adequadamente o romance, mas trabalhar no projeto com uma equipe e um elenco latino-americanos no Chile também foi um sonho.

Allende, que é produtora executiva, deu à equipe total liberdade para adaptar seu romance de estreia de 1982, disseram eles.

A escritora de 83 anos é uma das autoras vivas mais lidas em língua espanhola. Seus livros, que muitas vezes misturam eventos históricos com magia e fantasia, foram traduzidos para mais de 40 idiomas.

Uma tentativa anterior, em 1993, de adaptar o livro para o cinema, com Meryl Streep e Glenn Close, foi um fracasso comercial.

À FRENTE DE SEU TEMPO

A série de TV é contada através da perspectiva da neta Alba na década de 1970, enquanto ela descobre o passado de sua família e a história turbulenta de seu país através dos diários de sua avó escritos meio século antes.

Alba é interpretada por Rochi Hernandez, que estrelou a série de TV argentina “La caida”, enquanto Clara é interpretada por três atrizes: Francesca Turco, Nicole Wallace e Dolores Fonzi.

Alegria destacou que Allende nunca mencionou o Chile explicitamente, uma decisão que os produtores também mantiveram, pois veem a história como um conto universal da história da região.

Allende estava à frente de seu tempo ao explorar o trauma intergeracional muito antes de ele se tornar um conceito aceito, acrescentou ela.

“Falar sobre a cura do trauma geracional é algo muito importante. E entender a importância da memória para que não repitamos a história. Precisamos disso agora”, disse Alegria.

(Reportagem de Hanna Rantala, redação de Miranda Murray; edição de Diane Craft)


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