Sinéad O'Connor contou em uma entrevista exclusiva à revista People em 2021 sobre sua autobiografia "Rememberings" que deu clara instruções aos filhos sobre o que fazer no caso de sua morte. A irlandesa de 56 anos faleceu na quarta-feira (26), pouco tempo após o suicídio de seu filho de 17 anos. Ela deixou outros três filhos.
A cantora orientou que os filhos ligassem para seu contador antes de chamarem o serviço de emergência nos Estados Unidos.
O'Connor demonstrou indignação com a forma como as gravadoras lucram com artistas falecidos, como por exemplo com Tupac. "Eu sempre instruí meus filhos desde que eles eram bem pequenos, 'se sua mãe cair morta amanhã, antes de ligar para a emergência, liga pro meu contador e garanta que as gravadoras não comecem a lançar meus discos e não dizer a vocês onde o dinheiro está", contou ela à People.
O'Connor relembrou um encontro estranho com Prince e criticou as gravadoras por lucrarem com sua música após sua morte em 2016. Ela se revoltou com a exploração do arquivo musical de Prince e destacou que ele não desejaria que suas músicas não lançadas fossem divulgadas.
A cantora também afirmou que Prince não aprovaria o uso de sua música clássica "Let's Go Crazy" em um comercial de cartão de crédito, pois acreditava que a música transmitia valores de apreciação, amizade e amor, não de materialismo.
"Todos os músicos têm músicas das quais temos muita vergonha, que são horríveis. Não queremos que ninguém as ouça. Agora, esse é um homem que lançou todas as músicas que ele já gravou, então, se ele se deu ao trabalho de construir um arquivo, o que é algo muito forte a se fazer, isso significa que ele realmente não queria que essas músicas fossem lançadas. E eu não suporto que as pessoas estejam, como eu digo, saqueando o arquivo.", disparou.



