Amada por uma nação, a cunhã-poranga do Boi Caprichoso, a ex-BBB Marciele Albuquerque vive um momento de glória após o reality. No entanto, por trás do título de símbolo da ancestralidade amazônida, a artista esconde uma história de resiliência. Em entrevista ao Extra, Marciele relembrou os tempos em que a sobrevivência era um desafio diário na capital amazonense.
Formada em Administração, a paraense de Juruti revelou que a chegada a Manaus, aos 16 anos, foi marcada por privações extremas. Com o dinheiro contado apenas para o deslocamento, ela enfrentou dilemas que moldaram sua força atual.
“Eu só tinha dinheiro para pagar a passagem do ônibus. Tinha que escolher entre comer ou ir para a faculdade. Passava o dia inteiro sem nada no estômago. A minha primeira e última alimentação era o café da manhã. O restante do dia era só água”, desabafou ao Extra.
Essa experiência gerou gatilhos que a acompanharam até o confinamento no BBB 26, onde a ansiedade e a transição entre o VIP e a Xepa trouxeram à tona a preocupação constante de não ter o que comer no dia seguinte.
Filha de uma empregada doméstica e um pescador, Marciele contou ao cresceu na lida da produção de farinha e na venda de produtos para ajudar no sustento de casa. Hoje, ela usa sua visibilidade para honrar sua trajetória e a de seus pais.
Símbolo de beleza e força indígena, ela reforça que sua estética e sua arte no Caprichoso são extensões de um ativismo profundo. "O ativismo nasce com a gente. Sendo mulher indígena, nortista e amazônida, tudo o que faço é pelos nossos direitos e espaço", afirmou a influenciadora, que agora planeja expandir seus horizontes artísticos e estudar teatro para se tornar atriz.



