Sandra Regina Ruiz Gomes, conhecida como Sandrão, rompeu anos de silêncio para revisitar o passado que a tornou uma das figuras mais comentadas do sistema prisional brasileiro. Em entrevista exclusiva a Roberto Cabrini, a ex-detenta relembra os sete anos de relacionamento que diz ter vivido com Suzane von Richthofen durante o período em que ambas estavam presas. Segundo ela, a convivência foi marcada por intensidade, manipulação e sentimentos contraditórios que ainda a acompanham. Sandrão também abordou sua aproximação com Elize Matsunaga e comentou a fama de “chefona” que ganhou enquanto cumpria pena.
A conversa, que irá ao ar no Domingo Espetacular deste domingo (16), também revisita o crime que levou Sandrão à cadeia. Condenada por sequestro, extorsão e homicídio, ela reafirma que não participou da morte do adolescente mantido em cativeiro, alegando ter sido chamada apenas para fazer uma ligação ao cobrar o resgate. Ao relembrar o episódio, contou que ouviu da família da vítima apenas pedidos desesperados pela devolução do garoto. Em liberdade condicional há cerca de dez anos, ela vinha evitando os holofotes até agora.
Um dos momentos mais comentados da entrevista surge quando Sandrão reflete sobre seus relacionamentos dentro do presídio. Ela afirma ter sido usada por Suzane, embora acredite que, em algum momento, a ex-namorada de Daniel Cravinhos também tenha nutrido sentimentos verdadeiros. “A máscara não dura 24 horas por dia”, declarou. Sobre Elize Matsunaga, descreveu uma convivência mais leve, marcada por amizade e troca de confidências durante o cumprimento da pena.
Ao falar sobre culpa e arrependimentos, Sandrão se emociona e destaca que nada do que aconteceu pode apagar a dor da família da vítima. “É imensurável. Uma mãe perdeu o filho”, afirmou. A entrevista promete lançar novas luzes sobre personagens centrais retratadas na série Tremembé e reacender debates sobre as dinâmicas do sistema prisional feminino e as histórias que nele se entrelaçam.

