O motivo que levou a Justiça a conceder a guarda unilateral provisória a Murilo Huff, retirando o pequeno Leo, fruto do relacionamento com Marília Mendonça, da guarda da avó, dona Ruth, foi revelado nesta quinta-feira (3). De acordo com trecho divulgado pelo Portal Leo Dias e pelo colunista Gabriel Perline, a decisão teve como base elementos graves: suposta negligência médica e alienação parental.
O juiz responsável pelo caso apontou falhas sérias nos cuidados com a saúde do menino, que é portador de diabetes tipo 1. A sentença destaca áudios e mensagens entre babás contratadas por Dona Ruth que revelam instruções para omitir informações sobre medicamentos e tratamentos do pai. Entre as mensagens, constam frases como “não fala pro Murilo que ele tá tomando antibiótico” e “esconde o remédio”, o que foi interpretado pelo magistrado como "quebra do dever de cooperação parental" e "violação do dever de transparência".
Além disso, a Justiça reconheceu a ocorrência de alienação parental, evidenciada por tentativas da avó de deslegitimar o papel de Murilo na criação do filho e de dificultar o fluxo de informações sobre a rotina e a saúde da criança. “Houve sabotagem da autoridade do genitor e tentativa de construir no imaginário infantil a falsa ideia de que o pai é ausente, incompetente ou irrelevante”, destacou a decisão.
Apesar das acusações, o juiz preservou o direito de convivência entre Leo e Dona Ruth, com visitas programadas para finais de semana alternados, feriados e férias escolares. A convivência, segundo a Justiça, não exigirá supervisão, dada a importância do vínculo afetivo entre avó e neto.


