Quitéria Chagas lamentou a morte do marido, Francesco Locati, aos 57 anos vítima de um câncer raro, o neurointestinal . O casal é pai de Elena, de apenas 6 anos.
A atriz relatou que o marido descobriu a doença em estágio avançado. Aos 57 anos, Francesco Locati lutou, queria viver. Lutei com ele diariamente no hospital. Me pedia desculpas porque não fazia controles médicos (homens se cuidem). Só descobriu o câncer terminal quando não tinha mais saída. Era raro, neurointestinal, que como uma árvore, deu metástase, e se espalhou pelos nervos e glândulas. Alastrou no corpo, o hospital tentava amenizar a insuportável dor com morfina, e mesmo assim agonizava de dor. E eu ali vendo e tentando dar forças, mas sabendo do fim", lamentou em postagem no Instagram.
"A dor imensurável, vê-lo sendo devorado por dentro encolhendo, atrofiando. A doença é torturante, nada parava sua dor. Tive que contar para ele (os médicos na Itália não tem preparo para contar o fim, são péssimos na relação com o paciente), tive que contar para a minha filha, tentando reduzir traumas…”, desabafou Quitéria em um dos trechos.
Leia a publicação na íntegra
"Aos 57 anos, Francesco Locati lutou, queria viver. Lutei com ele diariamente no hospital. Me pedia desculpas porque não fazia controles médicos (homens se cuidem). Só descobriu o câncer terminal quando não tinha mais saída. Era raro, neurointestinal, que como uma árvore, deu metástase, e se espalhou pelos nervos e glândulas. Alastrou no corpo, o hospital tentava amenizar a insuportável dor com morfina, e mesmo assim agonizava de dor. E eu ali vendo e tentando dar forças, mas sabendo do fim".
"A dor imensurável, vê-lo sendo devorado por dentro encolhendo, atrofiando. A doença é torturante, nada parava sua dor. Tive que contar para ele (os médicos na Itália não tem preparo para contar o fim, são péssimos na relação com o paciente), tive que contar para a minha filha, tentando reduzir traumas… Ser psicóloga ajudou, curso que fiz de psicologia, oncologia e cuidados paliativos. Porém, vivenciar é muito além da teoria, e nessa hora agradeci aos meus professores da época de faculdade. Recorri ao que aprendi e joguei no pior momento da vida".
"Eu e minha filha estamos fazendo terapia. Mesmo sendo psicóloga devemos fazer, porque não somos perfeitos. Sofri, e sofro, desabava, erguia, reerguia…no meio do furacão. Ouvir o pedido de desculpas dele, o eu te amo, a forma com a qual ele foi morrendo comigo ali, a respiração indo embora e eu ali... Não abandonei até o fim.. A gratidão que tenho por ele é imensurável. Até nesta dor como aprendi, aprendo tudo tá sendo importante; vivência que transforma".
"Deus sabe de tudo. Sempre lembraremos de você, faremos o nosso melhor para que tenha orgulho da gente. Eu e Elena, nossa filha, te amamos. Gratidão por tudo. Siga o caminho da luz no plano espiritual descanse em paz, Deus te dê a paz", finalizou.

