Juliette gerou burburinho nas redes sociais ao exibir o rosto inchado após submeter-se a um tratamento de pele que utiliza esperma de salmão, uma substância exótica que tem ganhado notoriedade pela promessa de rejuvenescimento. No entanto, a prática é cercada de controvérsia no Brasil e levanta alertas de especialistas.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite o uso do ingrediente em cosméticos, mas proíbe categoricamente sua aplicação injetável. Além da restrição regulatória, a comunidade científica e médica expressa ceticismo, afirmando que faltam evidências robustas que comprovem a eficácia estética do tratamento.
Juliette mencionou em suas redes sociais estar realizando diversos procedimentos faciais, incluindo o polêmico tratamento. Ela não detalhou a forma de aplicação, mas seu relato de inchaço pós-procedimento acendeu o debate. É importante ressaltar que o tratamento não envolve a aplicação direta de esperma, mas sim o polidesoxirribonucleotídeo (PDRN), um composto de DNA extraído dos espermatozoides do salmão.
O PDRN pode ser encontrado tanto em produtos cosméticos quanto em formulações injetáveis, sendo esta última versão não aprovada pela Anvisa para uso no Brasil. Embora a promessa principal seja o rejuvenescimento, especialistas enfatizam a limitação de estudos sobre seus benefícios estéticos.
A pesquisa mais significativa sobre o PDRN, publicada na renomada revista Nature em 2020, focou na cicatrização de feridas em pacientes diabéticos. O estudo demonstrou que o PDRN auxiliou na aceleração da cicatrização, redução de inflamações e formação de novos vasos sanguíneos. A hipótese para o uso estético deriva da ideia de que esses mesmos efeitos poderiam impactar os sinais de envelhecimento. Contudo, essa conexão ainda carece de estudos clínicos sólidos que comprovem sua real efetividade na área da dermatologia estética.


