Hytalo Santos pagava uma espécia de mesada aos pais de adolescentes para permitir que os filhos morassem com ele e participassem de vídeos divulgados em suas redes sociais. Segundo denúncias, os valores pagos variavam entre R$ 2 mil e R$ 3 mil. É o que aponta a investigação contra o influenciador, que foi preso por exploração de menores na última sexta-feira (15).
Apesar disso, conselheiros tutelares afirmam que nunca receberam queixas formais das famílias. A maioria dos parentes dos jovens vive em Cajazeiras, no sertão da Paraíba, cidade natal do influenciador.
Em depoimento, uma das mães relatou que não sabia se a filha recebia mesada e afirmou não considerar que a jovem trabalhava para Hytalo.
Natural de Cajazeiras, o influenciador começou dando aulas de dança em praças públicas e, aos poucos, ganhou notoriedade ao gravar vídeos com adolescentes. Com o crescimento nas redes, mudou-se para João Pessoa, alcançou grande popularidade e passou a exibir uma vida de luxo, ostentando carros caros e imóveis em diferentes cidades.
Segundo a reportagem do Fantástico, ex-funcionários alegam que ele movimentava grandes quantias em dinheiro vivo e joias, mas a defesa nega qualquer irregularidade. Após denúncias do youtuber Felca, suas redes sociais foram bloqueadas. TikTok, YouTube e Instagram confirmaram a suspensão da monetização de seus conteúdos por descumprimento de regras.
O Ministério Público da Paraíba e o Ministério Público do Trabalho afirmam ter reunido provas de exploração de menores. Segundo os órgãos, adolescentes eram aliciados em outras cidades, levados para João Pessoa e submetidos a um regime de trabalho forçado. Após a prisão do influenciador, os adolescentes foram devolvidos às famílias.


