Dinorah Santana, mãe dos filhos de Daniel Alves, voltou atrás e diz estar arrependida de defendê-lo no caso de estupro de uma jovem de 23 anos na Espanha.
Ao colunista Lucas Pasin, do UOL, a mulher alegou ter sido coagida pelos advogados do jogador a dizer que ele seria incapaz de abusar de uma mulher.
"Daniel que foi casado comigo, aquele homem que ficou 10 anos ao meu lado não seria capaz de uma agressão, e por isso eu o defendi. Mas o homem com quem fui casada também não faria o que fez com os nossos filhos. Então, não tenho mais como opinar. Me separei dele há 12 anos. Não achava que ele seria capaz de muitas coisas, e ele fez”, contou.
"A minha expectativa é ficar o mais longe possível do senhor Daniel. Nada que ele faça ou deixe de fazer importa. Ele não existe mais. Cheguei a defendê-lo publicamente e me arrependo muito. Hoje não quero saber de sua existência. Para mim, ele morreu”.
"Ajudei por ser o pai dos meus filhos e me arrependo justamente porque ele parece não se importar com isso. Sinto que fui usada, colocada como uma boneca para repetir frases”.
"Disseram: 'Traga as crianças para Espanha, venha', e eu fui. Advogados me passaram falas decoradas no aeroporto, para falar com os jornais, e eu fiz. Na hora só pensei que o certo era defendê-lo. Mas quando eu não fui mais interessante para ele e nem para seus advogados, ele sumiu”, revelou.
Dinah contou ainda que Daniel recusou receber a visita dos filhos na prisão. Meus filhos ficaram dez dias dentro de um apartamento esperando que o pai dissesse o dia de visitá-lo, e ele sabia que os filhos estavam lá e não deu notícias. Isso é crueldade”.

