Zé Ricardo ainda não sabe se vai para a Libertadores do ano que vem e também não tem certeza sobre quem será seu chefe na próxima temporada. Mesmo assim, o treinador já iniciou conversas com a diretoria do Vasco a respeito do planejamento para 2018. Ele já se antecipou e mapeou nas Séries A e B jogadores que se destacaram nas posições que ele considera mais carentes no elenco — o ataque é a principal delas.
O treinador sabe que está prestigiado. Sua permanência é certa caso Eurico Miranda consiga a reeleição, e mesmo se houver troca na presidência, Zé também é visto com bons olhos pelo grupo de Julio Brant. Pelo sim, pelo não, já sinalizou à atual diretoria o que precisa.
— Passei algumas informações. Assim que terminar a competição, espero termos uma conversa adiantada nesse sentido. O que posso garantir é que vamos ter uma equipe forte e competitiva — garantiu o treinador.
O problema é que as duas variáveis que ainda rondam o futuro do Vasco farão muita diferença na hora de contratar. Com a vaga na Libertadores, o poder de barganha do clube numa negociação aumenta, e a responsabilidade de contratar logo nomes de peso, sem esperar a janela de junho, também.
Madson e Anderson de volta
Além disso, uma troca na diretoria fatalmente provocará mudanças no departamento de futebol. Anderson Barros, gerente, dificilmente será mantido no cargo. O coordenador científico Alex Evangelista e o auxiliar técnico Valdir Bigode também devem sair. Os próprios parceiros do clube podem mudar.
— Temos alguns nomes se destacando. Estou esperando o presidente, o Euriquinho (vice de futebol) para conversar.
Ontem, Zé Ricardo confirmou a volta de Madson e Anderson Martins à equipe titular no jogo contra o Cruzeiro, amanhã, no Mineirão. Em compensação, Breno não joga mais no ano, por causa de lesão. O Vasco precisa vencer para seguir na briga pela Libertadores.

