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Zé Ricardo admite: ‘Sou um cara privilegiado’

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Zé Ricardo, de vez em quando, se permite voltar no tempo e lembrar de quando era técnico do time sub-20 do Flamengo na Copa São Paulo de Juniores. Naqueles primeiros dias de 2016, imaginar-se com duas classificações seguidas para a Libertadores no currículo soava como devaneio. Hoje, o treinador do Vasco reconhece que precisava cortar o cordão umbilical com o clube rubro-negro e faz planos para a disputa da competição sul-americana com um conforto que poucos têm em São Januário: em meio às incertezas políticas que rondam a Colina, é bem quisto tanto por situação quanto oposição.

Qual é a sensação depois da vaga na Libertadores com o Vasco?

O sentimento maior é dever cumprido. O cenário era difícil, mas conseguimos, traçamos metas, devagar, fomos conquistando os pontos, sempre andamos para frente na tabela isso deu confiança. Estou vivendo dias de alívio. Foi algo grande que conquistamos, depois de tanto tempo, recolocar o Vasco na Libertadores.

Você já pensava na competição assim que chegou ao clube?

Tenho de ser bem sincero. Primeiro, queria tirar o Vasco de uma situação que pudesse complicar ao fim da nossa temporada. Fomos traçando metas jogo a jogo e, depois da vitória, contra o Santos, chegamos aos 48 pontos. Na época, os matemáticos diziam que o corte do rebaixamento era 47. Faltavam ainda cinco jogos e foi importante chegarmos a esse número o quanto antes porque deu leveza para nosso trabalho. O clube estava o tempo todo pensando na Libertadores, mas a preocupação inicial era tirar qualquer risco do Vasco.

Foi difícil deixar o Flamengo?

Logicamente, ninguém quer sair, ser mandado embora. Mas quando escolhemos essa profissão, sabemos que vai fazer parte da carreira. É uma honra de trabalhar num clube como o Vasco e eu tinha de aproveitar essa oportunidade que a vida me deu. Eu já tinha uma viagem para a Itália programada, queria visitar alguns clubes, mas tive de mudar meus planos. Estar no Vasco foi importante para reforçar o que acreditamos no futebol. Tive mais experiencia e isso não compramos na farmácia. As coisas que acontecem mostram o caminho a ser tomado. Mas não guardo mágoa ou raiva de ninguém.

Por que não aceitou voltar a ser auxiliar técnico no Flamengo?

Cada um tem a sua perspectiva. Eu entendia que seria um constrangimento para o novo treinador. E apesar de pouco tempo no profissional, a base que eu tinha me dava condição de experimentar alguma coisa fora do clube. Eu queria ter isso para mim. Desvincular meu nome do Flamengo era importante naquele momento. Tirar o carimbo de Flamengo seria importante, a ideia era essa. Quando veio o convite do Vasco, além dos motivos profissionais, isso também aconteceria. Eu me sinto ainda mais preparado, em desenvolvimento, apenas com um ano e oito meses de profissional. Tomara que eu tenha a oportunidade de terminar ano que vem no Vasco e sempre atrás de algo maior.

Com a valorização, chegaram propostas para você sair do Vasco?

O que aconteceu foi uma consulta a minha advogada pelo Santos. Uma das chapas que concorre na eleição de lá. Eles me consultaram para, caso ganhem, se eu estaria disposto a assumir o time deles. Eu fui claro. Foi antes da eleição. Apenas duas situações me fariam sair do Vasco. Se o novo presidente quisesse trocar o comando ou se o atual me mandasse embora. Quero cumprir o meu contrato, palavra vem acima de tudo. Deixei o presidente tranquilo, ficaram cientes da consulta, mas disse da minha vontade de ficar.

Já conversou com alguém da oposição a respeito?

Ninguém me procurou. Sei pela imprensa, pelos outros, que Felipe e Pedrinho (apoiadores de Julio Brant), que trabalharam comigo no futsal, que eles aprovam meu nome, mas ninguém falou nada comigo. Soube por outras pessoas que a ideia da oposição era manter o comando técnico. Estava tranquilo em relação a isso. Meu contrato é até 2018.

Você colocou o Vasco para jogar de forma diferente do Flamengo?

Isso é engraçado, uma das criticas que eu recebia era a de que não tinha outra maneira de jogar. O cara que trabalha tanto tempo na base e não tem outra forma de jogar? Mas as pessoas não conseguem enxergar. Jogamos de várias maneiras diferentes no Flamengo. A situação ficou meio insana, em algum momento. Não existia mais avaliação, apenas crítica. Houve ataques covardes contra os atletas e contra mim, mas isso faz parte. Eu não trago mágoa de ninguém. Isso vai dando rodagem, tenho que buscar o equilíbrio sempre, para que eu possa ser uma pessoa melhor, um treinador melhor, um melhor gestor de grupos. Quando ganhamos a

Copinha ano passado, se alguém dissesse que eu estaria onde estou hoje, diria que a pessoa era maluca. Mas depois daquilo, consegui uma classificação em terceiro lugar no Brasileiro, um título estadual, outra classificação para a Libertadores. Eu sou um privilegiado.

E como está o planejamento do Vasco para a Libertadores?

precisamos de joga

sadores para os rtres setores da equipe, já pensnado

nas saídas. em nivel de planejamento, não conseguimos fechar tudo

que queremos, como a pr-e-=temviertoadre,s tem de dar uma acelerada.

se fora a fase de grupos, é diferente, pode ttrabalhar de outrsa

forma, dando mais cancha para a garotada no estadual. so apartire do

dia 13 vamos decidir. o certo é quenão fareemos em são janui[arip,.

foi a u nica coisa que pedi, colocar o campo em condições.essa foi

um dos unicos, pedidos, foi um pedido bem pequeno que fiz. a

idrwetoria vai ss empenghar para colcoar o gramdo de são januário

como um dos melhores do brasil.

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