SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Yago Dora foi vice-campeão em J-Bay, na África do Sul, mas saiu da água com um grande prêmio nesta sexta-feira (18): além da liderança do ranking mundial, o resultado garantiu matematicamente sua vaga no WSL Finals, que em 2025 será disputado em Fiji. Tudo isso com uma etapa de antecedência, já que ainda resta a última parada da temporada regular, em Teahupoo, no Taiti.
A decisão foi contra o australiano-japonês Connor O'Leary, que levou a melhor em uma bateria equilibrada e com boas ondas na clássica direita sul-afriacana.
Yago começou bem, abrindo a final com uma direita longa e bem trabalhada, que rendeu uma nota 7,00. Connor, porém, respondeu com estilo: surfou no crítico da onda e arrancou um 8,17 dos juízes, virando a disputa.
O brasileiro chegou a recuperar a liderança com uma onda fraca, mas consistente, que valeu 4,77. Só que Connor manteve o ritmo e somou mais um 7,50, complicando a missão de Yago.
Faltando pouco mais de seis minutos, o brasileiro voltou ao jogo com sua melhor onda na final: um 7,23. Com isso, passou a precisar de um 8,44 para virar.
Yago até recuperou a prioridade faltando dois minutos, mas a onda com potencial não apareceu, e ele terminou com o vice-campeonato em J-Bay seu melhor resultado no evento, superando o terceiro lugar de 2022.
EMBALADO
Mesmo sem o título, o resultado tem peso de vitória. Com o segundo lugar, Yago assumiu a ponta do ranking mundial pela primeira vez desde que entrou na elite, em 2018 - além da vaga no WSL Finals.
O desempenho sólido ao longo do ano, com vitórias em Portugal e Trestles, além de outros quatro quintos lugares, o colocam em posição privilegiada rumo ao WSL Finals.
A liderança ao fim da temporada é ainda mais importante em 2025. Isso porque, com a nova regra anunciada pela WSL, o campeão mundial poderá ser definido já na primeira bateria da decisão do Finals. Se o líder vencer, não haverá necessidade de disputa extra: o título será decidido ali mesmo.



