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Vices da Unido e Forte se mantêm no cargo e declaram apoio a Abad

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Após longo processo, o racha na cúpula do Fluminense tornou-se oficial. A Unido e Forte — aliança de grupos da antiga oposição que se uniram a Pedro Abad na última eleição — retirou oficialmente seu apoio ao presidente e passou a pedir publicamente sua renúncia. O movimento externou o distanciamento entre o atual mandatário e alguns dirigentes. Entre eles, o vice geral Cacá Cardoso. Mas, na prática, representou pouco.

Isso porque todos os cinco vice-presidentes pertencentes à Unido e Forte seguem em seus cargos. Além de Cacá, estão lá Diogo Bueno (Finanças), Idel Halfen (Marketing, Publicidade e Relações externas), Miguel Pachá (Interesses legais) e Sandor Hagen (Governança).

Nesta sexta, nas Laranjeiras, foi realizada uma reunião do Conselho Diretor, que reúne todos os vice-presidentes do Fluminense. O encontro já estava marcado previamente e acabou coincidindo com o dia seguinte à divulgação da carta de ruptura da Unido e Forte.

Pelo que a reportagem apurou, o evento ocorreu de forma tranquila. Ao final do compromisso, todos os vice-presidentes assinaram uma nota de apoio a Pedro Abad publicada no site oficial do clube.

Se na cúpula nada mudou, fora dela o impacto pode ser grande. O maior reflexo da decisão da Unido e Forte deve ser sentido, na verdade, no Conselho Deliberativo. Sem os votos dos conselheiros do grupo de Cacá Cardoso, Abad pode ver as contas de Peter Siemsen serem reabertas — o que representaria um desgaste ainda maior para ele, presidente do Conselho Fiscal no período. O Flusócio, seu grupo e que formou a base de apoio do ex-presidente, também seria prejudicado.

A reabertura das contas de Siemsen, principalmente a de 2016, ainda não está em votação. Mas há forte movimentação entre conselheiros para que isso ocorra. O Fluminense sofre com dívidas deixadas pela administração do ex-presidente, além de receitas que estão comprometidas até hoje.

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