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Vice do Fla fala sobre renovação de Paquetá e revela sondagem a Dourado

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A janela para contratações internacionais fechou esta semana. A não ser que algum clube europeu ou asiático — onde o período ainda está em vigor — leve algum jogador, o elenco até o fim do ano está definido. O vice de futebol do Flamengo Ricardo Lomba avalia as contratações, revela sondagem recebida por Henrique Dourado e fala sobre a saída de Guerrero.

Vínhamos conversando com o treinador, e ele colocou as carências em função das saídas. Perdemos o Vinicius Jr e trouxemos o Vitinho. Saiu o Jonas, chegou o Piris. E perdemos o Guerrero, veio o Uribe. Tínhamos um elenco bastante qualificado, e, com eles, continuamos no topo.

Ainda há o mercado nacional. O clube vai aproveitá-lo ou o elenco está fechado?

Há um centro de inteligência vendo atletas do continente e da Série B. Caso achemos um que qualifique o elenco e caiba no orçamento, podemos trazer.

Saídas ainda podem ocorrer. O Flamengo tem proposta na mão por algum atleta?

Até agora não. Recebemos sondagens e propostas, mas que não foram à frente. Ficamos preocupados, pois sabemos da qualidade dos atletas. Óbvio que eles despertam o interesse de clubes europeus.

Quais propostas não foram à frente?

Tivemos uma pelo Arão, que não avançou. E uma sondagem pelo Dourado.

Esta semana, o Cuéllar jantou com um representante do Al-Hilal. Isso preocupa vocês?

Não chegou nada oficial. Mas temos um elenco que desperta o interesse dos outros. Ainda mais agora que, na Ásia, há clubes com bastante dinheiro fazendo contratações que criam alguma instabilidade no Brasil. Esperamos que essa janela feche logo e passemos por ela sem problemas.

A saída do Guerrero foi pela porta dos fundos?

Não temos nada a falar contra ele. Claro que fomos prejudicados com o episódio da punição. Mas continuamos o apoiando e, quando houve a chance de voltar, reincorporamos ao elenco. Nas negociações pela renovação não chegamos a um acordo. Com o prazo esgotado, ele teve que sair. E não acho que pela porta dos fundos. Que seja feliz no Inter.

A gente acompanha o dia a dia e vê a performance dos jogadores. Acho que o Flamengo tem bons jogadores nas duas laterais e, se olhar o mercado, não fica a dever para os outros times. Temos que compreender o que a torcida pede. Mas ela também tem que entender que, em cima do orçamento e da necessidade do treinador, a gente vai montando o elenco. E, neste momento, não houve nenhuma demanda por laterais. Então, entendemos que o time está bem servido ali.

O contrato do Barbieri só vai até dezembro. Irão mantê-lo?

Ele assumiu o time num momento de instabilidade, mas com personalidade, explicando aos jogadores o que entende como filosofia de jogo. E eles compraram a ideia. O saldo é muito bom. Estamos satisfeitos e queremos que continue.

E a renovação do Paquetá, em que pé está?

Ele tem contrato até 2020. É identificado com a torcida, uma cria nossa. Queremos prorrogar o contrato e fazer o reajuste salarial. Mas há os interesses do jogador, do procurador. E a gente busca um ajuste bom para os dois lados. Com essa convocação, sem dúvida ele sobe um degrau. Vamos envidar todos os esforços para que trabalhe conosco por mais anos. Mas com responsabilidade financeira.

O que achou da convocação?

Merecida, justa. Só lamentamos que seja num momento de jogos importantes do Brasileiro e, principalmente, às vésperas da semifinal da Copa do Brasil. A gente respeita as razões dos amistosos. Mas entendemos que a Copa do Brasil é um produto muito bom. Não há razão de um competir com o outro. Que se consiga uma forma de ajustar o amistoso sem prejudicar os envolvidos no torneio.

Que solução vocês propõem?

Uma semifinal da Copa do Brasil está marcada para quarta. Outra, para quinta. Que façamos os dois na quinta. Se houver problema de duas equipes da mesma cidade jogarem no mesmo dia, que se faça um sorteio dirigido. Há alternativas que devem ser construídas junto aos clubes participantes. A gente só não pode é ignorar o problema.

Como está a relação com a CBF?

É uma relação cortês, cordial. O Flamengo é mais um dos grandes clubes do futebol brasileiro que querem ajudar a CBF. E ela precisa olhar para os clubes de forma que todos caminhem na mesma direção.

O presidente eleito da CBF, Rogério Caboclo, é ligado ao São Paulo, concorrente direto do Flamengo no Brasileiro. Isso já foi assunto no clube? Preocupa?

Jamais poderei acreditar que um dirigente de uma entidade como a CBF seja partidário ou de alguma forma beneficie clube A, B ou C por ser seu clube do coração. Se chegarmos a um estado desse, é hora de pararmos e começarmos a olhar o futebol de uma maneira diferente. Porque todos temos os nossos clubes, torcidas. E, se isso interferir no lado profissional de uma entidade como a CBF, estaremos muito mal amparados. Espero que a gente possa chegar ao final do ano, olhar para trás e ver que o campeonato transcorreu com isenção.

Dos times que brigam pelos três títulos, o Flamengo é o único que escolheu não priorizar uma competição. É também o único em ano eleitoral. Do ponto de vista político, é custoso "abrir mão" de um torneio?

Espero que o ano eleitoral fique de um lado e o futebol, do outro. Minha primeira preocupação é essa. Porque, de fato, disputamos três competições importantes. E temos estrutura para disputá-las. A maneira com a qual optamos trabalhar é a análise jogo a jogo. Termina o jogo e a gente faz os testes para avaliar se os jogadores estão perto ou não de lesão. É uma prática que tem dado resultado. Podemos mudar mais para frente? Até podemos. Mas, por enquanto, consideramos que essa maneira é acertada.

Você ainda não lançou candidatura, mas já deu entrevistas como eventual candidato. Como blindar o futebol?

Essa é uma missão que deve ser perseguida e alcançada a qualquer custo. Eu sou vice-presidente de futebol e estou aqui para proteger o futebol e dar todo suporte a ele. Porque o ambiente eleitoral tem muita conversa de bastidor, acusação inverídica, notícia que não faz sentido... Isso tem que ficar fora do futebol.

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