CHAPECÓ (SC) - O vice-presidente da Chapecoense, Ivan Tozzo, o presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Gelson Merisio, e o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, deveriam ter viajado com o clube para a Colômbia, mas, por motivos diferentes, deixaram de embarcar e escaparam do acidente aéreo que deixou 75 mortos. Filho do técnico Caio Júnior, Matheus Saroli, deixou de embarcar porque esqueceu seu passaporte.
Tozzo foi à sede do clube nesta terça-feira, prestar solidariedade aos torcedores e aos familiares das vítimas.
Ele disse que o clube está montando um comitê, junto com a CBF, para enviar médicos e advogados para a Colômbia. Em Chapecó, o clube está dando apoio aos familiares. A CBF vai disponibilizar um avião para os parentes irem até a Colômbia reconhecer os corpos.
— É difícil mensurar. Era para mim (sic) ter ido junto. Mas Deus falou mais alto e disse “não vai” e eu fiquei em casa — disse Tozzo, afirmando ainda não saber se haverá um funeral coletivo. — Sabemos que muita gente vem para cá e vamos acolher a todos.
Tozzo disse que é hora de toda a torcida se abraçar.
— Ainda tem pessoas no hospital que precisam de oração para se salvarem.
O presidente da Assembleia, Gelson Merisio, também estava na lista de passageiros que iriam cima aeronave juntamente com o clube e a imprensa. Em entrevista coletiva, ele recordou o motivo que o levou a adiar a viagem e estar vivo.
— Adiei a viagem em um dia porque tinha um encontro do STF e comprei uma passagem para hoje à tarde. É o destino que nos dá uma segunda chance — disse.
Matheus Saroli escreveu no Facebook que deixou de embarcar com a Chapecoense porque estava sem passaporte: “Somos fortes, vamos passar por isso. Obrigado a todos”, relatou o filho de Caio Júnior na rede social.
O prefeito de Chapecó também tinha viagem programada para este mesmo voo, mas não embarcou porque teve um compromisso om os prefeitos eleitos em São Paulo.
— Por essas coisas da vida, que só Deus explica, eu acabei ficando — disse na manhã desta terça-feira.

