Londres. Um dia depois da vitória por 3 a 0 do Liverpool sobre o Manchester City no jogo de ida das quartas de final da Liga dos Campeões, a Uefa abriu procedimentos disciplinares contra o clube mandante por atos danosos e distúrbios de sua torcida. O caso será tratado pelo Conselho de Controle, Ética e Disciplina da Uefa no dia 31 de maio.
Os torcedores do Liverpool organizaram uma manifestação de “boas-vindas” aos ônibus dos dois times, alinhando-se em uma rua lateral, por onde se sabia que os veículos passariam para chegar ao local do jogo. Na passagem do ônibus da delegação do City a caminho do Estádio Anfield Road, eles soltaram sinalizadores vermelhos e entoaram cânticos do time. Latas de cerveja e ao menos uma garrafa foram lançadas contra o veículo. Dois agentes de segurança ficaram feridos no incidente.
O Liverpool emitiu um comunicado no qual pediu "desculpas a Pep Guardiola, aos jogadores, staff e dirigentes do City envolvidos no incidente”.
“O comportamento de um número de indivíduos é completamente inaceitável e o clube vai cooperar totalmente com as autoridades de modo a identificar os responsáveis. A prioridade agora é esclarecer os fatos e oferecer ao Manchester City todo o apoio necessário", acrescentou a nota.
O alemão Jurgen Klopp, técnico do Liverpool, também lamentou o incidente.
— Tentamos de tudo para prevenir uma situação destas. Tenho de pedir desculpas em nome do Liverpool — disse o treinador.
Guardiola agradeceu o pedido de desculpas do treinador adversário:
— Não esperávamos isto, eu não esperava. Sei que isto não é o Liverpool, a história do clube é muito maior do que isto. Esperemos que não volte a acontecer — comentou o técnico do City. Os dois times voltam a se enfrentar no próximo dia 10, em Manchester.
A história do Liverpool é marcada por um incidente tristemente violento. Em 29 de maio de 1985, um confronto entre torcedores do clube inglês e da Juventus, na final da Liga dos Campeões, no Estádio de Heysel, na Bélgica, causou a morte de 39 pessoas e deixou mais de 600 feridos.

