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Titular, Coutinho pode ocupar três posições e preenche lacunas da seleção

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Em 13 meses de trabalho, Tite conseguiu dar forma a uma seleção brasileira que não se encontrava e consolidou uma base de time com duas variações principais. Pelo lado direito do setor ofensivo, ou joga Philippe Coutinho, um meia capaz de partir do lado do campo para o centro, ajudar na armação e finalizar; ou joga Willian, com característica de enfrentar a marcação, partir com força e velocidade na direção do gol. Dois estilos. O primeiro será utilizado hoje, em La Paz, às 17h (de Brasília), na penúltima rodada das eliminatórias.

Ocorre que, na formação com Willian, Coutinho é alternativa como meia, atuando pelo centro do campo. Já foi usado assim, na vaga de Renato Augusto. O ex-jogador do Vasco e hoje grande nome do Liverpool, tem talento para oferecer alternativas a Tite. Pode se posicionar como um meia, na função habitual do “camisa 10”, ou iniciar pelo lado e partir para o centro do campo, entre os volantes e zagueiros adversários. O que faz dele um trunfo, um depositário de virtudes da seleção. Mas, involuntariamente, também revela uma lacuna a ser preenchida até o Mundial da Rússia.

Coutinho disputa um lugar com Willian na direita. Numa mudança de jogo que exija nova característica do time, entra pelo meio no lugar de Renato Augusto. E, hoje, numa eventual necessidade de substituir Neymar pela esquerda, pode ser também o escolhido. Em especial num momento difícil de uma partida. Porque o setor ofensivo da seleção ainda busca a afirmação de outros personagens em momentos delicados de jogos.

Diego Souza, Lucas Lima, Douglas Costa, Taison e Luan, só para citar jogadores utilizados por Tite nas posições ofensivas, nenhum deles ultrapassou os 14 minutos jogados. Só Roberto Firmino, hoje reserva de Gabriel Jesus, jogou com regularidade. Na fase final até a Copa do Mundo, o treinador tenta encontrar peças capazes de solucionar problemas, nomes que se afirmem e se tornem confiáveis em todos os momentos. Hoje, Coutinho é quem oferece, sozinho, a maior quantidade de variações táticas à equipe.

— São duas opções claras: uma mais aguda, mais vertical, e outra de um jogador mais construtor — disse Tite, sobre as diferenças entre Willian e Coutinho pela direita.

Na Bolívia, além de Firmino, estarão dois fatos novos: Arthur, o jovem meia gremista que encantou a comissão técnica; e Diego Tardelli, resgatado no futebol chinês após longa ausência da seleção. A experiência pode jogar a favor de Tardelli, capaz de atuar pelo lado esquerdo ou como atacante mais central. Resta saber se hoje ou diante do Chile, na terça-feira, Tite irá observar os novos nomes.

Tite comandou um treino tático ontem, em Teresópolis. Pediu que o time fique sempre agrupado ao marcar e valorize a bola para evitar desgastes na altitude. O setor médico e de fisiologia fará o restante do trabalho. A seleção vai chegar a La Paz horas antes do jogo, já que os efeitos se tornam mais graves a partir de seis horas de permanência na cidade. De qualquer forma, onze cilindros de oxigênio estarão na bagagem.

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