O projeto Samorin segue no olho de um furacão no Fluminense. Sob o risco de ser encerrado por falta de verba, ele foi o tema principal de uma reunião extraordinária no Conselho Deliberativo, nesta terça. O encontro contou com a presença do presidente Pedro Abad e do diretor da base Marcelo Teixeira. Nele, o mandatário tricolor explicou que a sobrevivência da empreitada depende de uma última investida feita pelo clube.
Na semana passada, Abad visitou pessoalmente a cidade de Samorin, na Eslováquia, que dá nome ao clube. Durante a viagem, participou de um evento no qual, segundo o mandatário, encontrou-se com representantes de empresas interessadas em apoiar o projeto. Se conseguir apoio financeiro, não precisará encerrar a parceria. Caso contrário, será o fim do projeto.
O problema é que o tempo é curto. O Fluminense precisa definir esta situação até o fim da temporada na Eslováquia, quando normalmente se inicia o planejamento para o período seguinte. O último jogo do Samorin pela segunda divisão local está marcado para o dia 20 de maio.
Quem negocia com os possíveis interessados é o diretor esportivo do Samorín Marco Manso. À frente do futebol do clube eslovaco, ele lida om os problemas decorrentes da crise financeira do Fluminense. O principal deles é o constante atraso nos salários. Há meses o pagamento não é feito no dia marcado, o que tem irritado os jogadores, tanto os brasileiros quanto os europeus.
No acordo de parceria assinado com o Samnorín, o Fluminense se comprometeu a arcar com os custos da gestão do futebol. Na reunião do Conselho Deliberativo, foi informado aos conselheiros que o projeto consome cerca de 700 mil euros anuais (R$ 2,9 milhões). As maiores contestações que o projeto sofre se devem ao fato de que, neste momento, o clube tem demandas mais urgentes.

